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OBRA DE R$ 80 MILHÕES

Taques e Emanuel se reúnem nesta quinta-feira para tratar do novo pronto-socorro

A saúde pública de Cuiabá será o principal assunto a ser tratado em uma audiência prevista para acontecer hoje entre o prefeito da capital, Emanuel Pinheiro, e o governador de Mato Grosso, Pedro Taques.

Na pauta, a construção do novo pronto-socorro municipal (PSM), no bairro Ribeirão do Lipa, que está praticamente parada.

A obra é uma parceria entre o município e o Estado, que já repassou R$ 15 milhões, mais ainda faltam R$ 35 mi, segundo a Prefeitura Municipal.

“Preciso saber de que forma o Estado vai poder desembolsar esses R$ 35 milhões para eu poder me organizar e tocar a adiante a obra com mais celeridade”, disse ontem Pinheiro. No setor, o atraso de repasses seria da ordem de R$ 50 milhões.

A reunião foi solicitada pelo próprio prefeito e está agendada para as 17 horas. “O governador me atendeu e teremos pautas abertas, mas o principal assunto será saúde, saúde e mil vezes saúde”, enfatizou Pinheiro.

“Precisamos da parceria do Governo. Estou incomodado com a desumanização da saúde. Estou inconformado com o serviço que está sendo prestado à população e vou tomar as medidas que estiver ao meu alcance para honrar a palavra empenhada com o povo de humanizar a gestão pública, mas principalmente, a saúde pública”, afiançou.

A expectativa é de que o Estado apresente um calendário de pagamento. “O Governo do Estado teve no segundo semestre do ano passado problemas de caixa, o que é compreensivo. A prefeitura compreende.

Mas, queremos pedir ao governo uma nova programação de desembolso financeiro para que possamos avançar na humanização da saúde da capital e também nas obras do pronto-socorro”, disse.

“Há atrasos que até já foram divulgados e agora vou buscar o entendimento com o governo para ver um novo calendário e para que eu possa me organizar nas ações da saúde pública da cidade”, acrescentou.

Conforme Pinheiro, ainda nesse mês o município teve que desembolsar recurso (o valor não foi informado) para realização de medição no canteiro para não paralisar totalmente os trabalhos.

“É uma obra que chegou a ter 600 homens no período áureo e está com 50 a 60 trabalhadores. Esse é um ritmo lento para uma demanda enorme de uma cidade que precisa de uma saúde pública humanizada e que respeite o cidadão de forma urgente”, frisou.

O prefeito, porém, não acredita em boicote por parte do Governo. “Não acredito. Acho que houve problema de caixa, o que aconteceu com todos os Estados brasileiros e temos que compreender até por que o segundo semestre de 2016 não foi fácil para ninguém. O que buscamos agora é que o governo apresente uma nova planilha do valor que falta em relação à obra, além de outras parcerias com Cuiabá”, reforçou.

Inicialmente orçada em R$ 80 milhões, a construção também enfrenta acréscimo de valores.

“É uma obra que o Estado entra com R$ 50 milhões e a prefeitura com R$ 35 milhões. Com esse período de incerteza acabou encarecendo um pouco mais. Houve um encarecimento de R$ 5 a R$ 6 milhões, que vão acabar sobrando para o município”, afirmou. Também ocorreram erros de projeto, necessitando adequações.

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