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MORTE A TIROS

Ex-vereador vai a júri popular por assassinato de secretário municipal em Mato Grosso

Divulgação

Irá enfrentar júri popular pela morte do ex-secretário de obras Izaías Vieira Pires, o policial militar e ex-vereador, Marcelo Robson Queiroz Souza.

O crime ocorreu em 5 de setembro de 2012. Candidato a vereador da época, Marcelo chegou a ser preso, mas foi solto por decisão do Tribunal de Justiça, quase duas semanas depois.

Marcelo também foi pronunciado por crime de lesão corporal pelo juiz Alexandre Paulichi Chiovitti, da Vara Única da Comarca de Santo Antônio do Leverger, cometido contra o bombeiro aposentado e segurança de Izaías, Airton Miro de Arruda.

O crime ocorreu em frente à Câmara dos Vereadores do município, segundo a denúncia feita pelo Ministério Público, quando o policial sacou um revólver calibre 38 e atirou duas vezes contra Izaías e seu filho.

O primeiro atingiu a região do abdômen, causando a morte do ex-secretário.

Conforme a denúncia, o segundo disparo atingiu o motorista de Izaías e os estilhaços feriram o antebraço e o punho esquerdo do segurança.

Ainda que julgado improcedente pelo magistrado, o Ministério Público Estadual (MP) pediu para que o policial também respondesse, em júri, pela tentativa de homicídio do motorista, onde alegou a falta de materialidade do fato.

As investigações, segundo o MP, apontam que o ex-vereador e o Secretário de Obras participavam de uma reunião do Partido Democrático Trabalhista (PD) na Câmara dos Vereadores, onde era discutida uma notícia de infidelidade partidária que envolvia Izaías, seus dois filhos e um outro candidato a vereador na época.

Ao mostrar pretensão de adotar sanções aos investigados, o policial militar que presidia a Comissão Ética do partido, conforme o MP, teria trocado ofensas com o secretário municipal, o que fez com que a PM fosse acionada no local.

 Na rua, ao final da reunião, o acusado e a vítima ainda trocaram insultos antes de partir para as vias de fato.

Segundo a denúncia, neste momento o acusado teria sacado a arma e feito os dois disparos contra o ex-vereador.

Liberdade
Como Marcelo respondeu solto a todo o processo durante os últimos quatro anos, e que não há elementos nos autos que embasem o decreto de prisão preventiva, o magistrado afirmou que o ex-vereador poderá recorrer da pronúncia em liberdade. Com informações do G1/MT

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