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FRAUDE NO FISCO

Em 2 anos, empresa fantasma deixa dívida de R$ 3 bilhões em Mato Grosso

Divulgação

O Governo do Estado tenta localizar sócios de uma empresa do ramo agrícola que teria funcionado em Mato Grosso por dois anos deixando uma dívida de R$ 3 bilhões com o Estado. A empresa seria de fachada e pode ter usado laranjas.

A informação é do procurador-geral do Estado, Rogério Gallo, em entrevista ao Mato Grosso Mais.

Por ofício de lei, o procurador não revelou o nome da empresa, mas disse que não seria uma conhecida do ramo no Estado.

Segundo o procurador, em torno de 40 mil contribuintes devem ao Estado e o montante chega perto de R$ 30 bilhões.

Nos primeiros dias de fevereiro, a PGE já encaminhou 2.200 mil contribuintes que estão inscritos em dívida ativa encaminhou para Cartórios de Protesto de Cuiabá e do interior. A soma total das dívidas desses contribuintes chega a R$ 1,8 bilhão.

O encaminhamento para protesto é uma das estratégias adotadas pelo Estado para receber os débitos atrasados de contribuintes que somam cerca de R$ 30 bilhões.

”Um dos nossos grandes desafios na Subprocuradoria Fiscal é melhorar os índices de arrecadação da dívida ativa e contribuir com o Estado neste momento de crise financeira”, afirma o procurador geral Rogério Gallo.

Caso o contribuinte não pague, seu nome é inserido no cadastro de devedores em nível estadual e nacional, passando a ter restrições para obter créditos junto ao sistema financeiro.

”Este ano faremos, ao menos, 40 mil protestos. Vamos apertar o cerco contra os devedores do Estado e combater uma das causas da sonegação, que é a sensação de que não há cobrança efetiva. Tenham certeza de que não daremos descanso para os sonegadores, utilizando todos os instrumentos legais à disposição do Estado.”, acrescentou Rogério Gallo.

 

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Um comentário em “Empresa fantasma usa ‘laranjas’ e deixa dívida de R$ 3 bilhões em Mato Grosso”

  1. Erlon Sales disse:

    Entendo que finalmente a PGE dentro de suas várias atribuições, está se preocupando com o que realmente é de suma imortancia para o Estado que é justamente, por fim ao gargalo dos creditos tributários não recebidos. E importante salientar que o endurecimento e justamente para constituir o equilíbrio isonomico entre as empresas e outros credores. E isso é a própria função do Estado.

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