https://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2017/03/sargento620x465.jpg

LATROCÍNIO EM VG

Três homens são presos por assassinato de sargento da PM durante tentativa de assalto; um está foragido

Três homens suspeitos da morte do sargento aposentado da Polícia Militar, Carlos Venero da Silva, foram presos pela Polícia Civil neste sábado (4).

Dois dos presos, L. F. de C., de 22 anos, e O. A. de A., de 44 anos, são apontados como mandantes do crime, e A. H. de P., 25 anos, como um dos executores, juntamente com W. M. L., que está foragido.

As prisões foram efetuadas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (DERF-VG), em cumprimento de mandados de prisão preventiva. Todos irão responder por roubo seguido de morte (latrocínio).

Os mandantes fazem uso de tornozeleiras eletrônicas e já tinham sido conduzidos pela Polícia Militar logo após o crime.

Foram eles que levaram de carro os comparsas até o local para praticar o assalto.

No entanto, por serem monitorados, ficaram rodando com o veículo para despistar a coleta de provas da Polícia, na investigação, conforme já havia informado a delegada, Ana Cristina Feldner, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

Durante a investigação preliminar, ambos não foram reconhecidos pelas testemunhas e também a trajetória do monitoramento eletrônico das tornozeleiras era incompatível com a suspeita de executores, em razão de não terem parado no local do crime.

“Talvez, no decorrer da investigação possa ser demonstrada a coautoria dos mesmos na modalidade de partícipe”, disse Feldner,  em seu despacho, explicando os motivos por não mantê-los presos em flagrante.

“Alem de serem os mandantes, ficaram responsáveis pelo suporte logístico, de levar e pegar os comparsas. Para isso usaram o carro do W. M. L., que era dirigido por L. F. de C. Eles tentaram driblar o monitoramento permanecendo com o veículo em movimento”, afirmou a delegada da Derf, Elaine Fernandes.

Em interrogatório, o suspeito A. H. de P. disse que já foi preso por tráfico de drogas e que não ficou muito tempo na cadeia.

Ele confessou ter vínculo com W. M. L., sendo conhecidos do bairro São Matheus, em Várzea Grande.

Disse ainda que fazem “paradas juntos, para fazer um vale”, jargão que significa praticar roubos.

Também confirmou conhecer, do mesmo bairro, L. F. de C. e O. A. de A., justificando que L. F. de C. é primo de W. M. L.

Ao ser questionado sobre o latrocínio do policial militar, ocorrido no dia 28 de fevereiro, por volta das 17h50, em uma sorveteria, no bairro São Matheus, contou que a ideia de fazer o assalto foi do L. F. de C.

Ele quem teria planejado junto com o primo, W. M. L.,  como seria o roubo. “O combinado era fazer um ‘vale’ na sorveteira e de quebra levar a caminhonete”, revelou no interrogatório.

A caminhonete era do policial e estava estacionada na frente do estabelecimento. Mas os criminosos pensavam que o veículo era do dono da sorveteria.

No dia crime, os quatro criminosos marcaram de se encontrarem, próximo a uma Madeireira, local em que L. F. de C iria passar as coordenadas de como seria executado o roubo.

Os suspeitos, L. F. de C, W. M. L e O. A. de A., estavam em um Pálio preto, que era dirigido por L. F. de C.

L. F. de C instruiu A. H. de P e W. M. L irem com o “ferro”, referindo-se a arma de fogo, anunciarem o assalto e ainda levarem o veículo.

Os quatro foram todos no veículo, passaram em frente à sorveteria, viram a caminhonete estacionada, e pouco mais à frente, na rua de um supermercado, o carro parou atrás de uma escola, onde desceram A. H. de P e W. M. L, permanecendo os outros dois no apoio para a fuga, dando voltas com o Pálio.

W. M. L, armado com um revólver calibre 38, e Anderson chegaram na sorveteria e deram de  frente com um homem e uma mulher.

O homem, que era o policial militar, flagrou que se tratava de um assalto e logo sacou a arma que portava.

Na sequência, W. M. L atirou no policial e ambos saíram correndo, sem levar nada do estabelecimento, nem dinheiro e muito menos o veículo.

Os dois contaram que correram e se esconderam no mato.

Eles ligaram para L. F. de C ir buscá-los, indo para a casa de L. F. de C, no bairro Paiaguás.

A casa fica em frente à residência de O. A. de A.

O suspeito, A. H. de P, disse que  ficou uns 30 minutos no local e depois pegou um mototáxi para o bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, permanecendo escondido na casa da sogra até a manhã deste sábado, quando foi preso.

Veja Mais

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *