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Sessão é marcada por tensão na ALMT e sabatina de indicados para Ager é suspensa

Uma confusão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta quarta-feira (3), provocou a suspensão da sessão matutina da Casa de Leis e a ira do presidente do Parlamento Estadual, Eduardo Botelho (DEM).

Estava agendada para esta manhã, uma sabatina com dois indicados pelo governador Mauro Mendes (DEM) ao cargo de diretores da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager), sendo um deles, José Rodrigues Rocha Júnior, que já foi ex-secretário de Assistência Social dos governos Silval Barbosa e Pedro Taques (PSDB), e da gestão Mauro Mendes, quando este foi prefeito de Cuiabá, e Emerson Almeida de Souza.

Assim que abriu a sessão, Eduardo Botelho deixou o plenário para compromissos internos no prédio da ALMT, mas com o aviso de que voltaria para dar continuidade,  e passou a presidência da sessão para o deputado estadual João Batista (Pros).

Neste momento, o deputado estadual Wilson Santos entrou em cena e questionou se haveria quórum para dar continuidade à sessão.

Com o número insuficiente de deputados no plenário, João Batista acabou encerrando a sessão, sob a ameaça do tucano de que entraria com mandado de segurança na Justiça para anular qualquer decisão.

Em menos de uma semana, o regimento interno foi desrespeitado duas vezes, segundo o tucano, por quem presidia a mesa.

“Como professor, sempre que posso, estou dando algumas orientações, e mais uma vez estamos repetindo o que aconteceu na semana passada, quando a presidente daquela sessão (Janaína Riva/MDB) insistiu em desrespeitar o regimento interno. Nós alertamos que estava sendo espancado o regimento. O presidente Eduardo Botelho (DEM) voltou, consultou sua assessoria técnica, achou por bem e legalmente correta, cancelar aquela sessão extraordinária”, falou Wilson.

Wilson ainda puxou a orelha dos colegas. “A Assembleia precisa começar a respeitar o regimento interno, os deputados precisam comparecer no horário certo das sessões, esse regimento não é uma peça fictícia, ele precisa ser em todos os seus aspectos, respeitado”, observou.

Em entrevista ao Mato Grosso Mais, o deputado João Batista comentou o que houve. “Os processos que são realizados aqui a AL, eles têm que ter acima de tudo, segurança jurídica, existe um regimento e existe um quórum mínimo pra cada uma dessas atividades, então, vimos mais interessante levantar essa sessão,  reunir os deputados e conversar, se assim ficar consensuado, como ficou, de convocar uma assembleia extraordinária para estar sabatinando os possíveis diretores da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager)”.

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  • 4 de julho de 2019 às 11:50:28
  • 3 de julho de 2019 às 15:38:37