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OPERAÇÃO RENTALIS

Polícia Civil de MT caça criminosos que deram prejuízo de 1 milhão em roubo de carros

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta sexta-feira (9) a Operação Rentalis, com objetivo de combater uma associação criminosa especializada na subtração de veículos de empresas locadoras e encaminhamento dos automóveis para Bolívia, bem como reprimir a lavagem de dinheiro e valores auferidos com as atividades ilícitas.

De acordo com as investigações, os modus operandi dos criminosos funcionava assim: os agentes envolvidos firmavam contratos de locações de veículos junto a empresas do ramo, e após subtraírem (furto) os automóveis, conduziam os veículos para entregar a criminosos sediados na Bolívia.

Sendo que, em Mato Grosso, a maioria dos veículos que foi furtado pelos criminosos seriam caminhonetes (ex.: Hilux, Amarok, etc.).

Sendo que em uma das ações da quadrilha, os envolvidos tentaram furtar um automóvel (Mercedez Bens) avaliado em R$ 150 mil reais, o qual seria levado para a Bolívia, mas foi recuperado a tempo na cidade de Cáceres/MT.

As investigações ainda apontam que a associação criminosa atuava nos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia.

Análises das provas obtidas até o momento pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERRFVA), apontam uma estimativa que os crimes cometidos pelos integrantes da associação podem ter gerado, somente no ano de 2019, um prejuízo aproximado de R$ 1 milhão de reais às vítimas.

Investigados
1) Alexandre Domingos Santana: residente no Estado de São Paulo, apontado como “chefe” (poder de comando) do grupo criminoso, e responsável por firmar alguns dos contratos de locação e coordenar as atividades dos demais envolvidos;

2) Wilton Jhon Ferreira de Souza, José Márcio Mendes e Gerson do Nascimento Melo: residentes em Cáceres/MT, além da função de firmar contratos de locação de veículos em seus nomes, eram os responsáveis por conduzir os automóveis subtraídos até a Bolívia, onde eram entregues a receptadores residentes naquele país;

3) Laura Michely da Silva Oliveira (esposa de Wilton Jhon) e Geisa Lucia da Silva (esposa de Gerson Nascimento): arregimentadas para firmar contratos de locação e entregar os veículos locados aos demais integrantes da associação, a fim que estes levassem os automóveis furtados à Bolívia.

4) Receptadores Bolivianos: os veículos furtados das empresas locadoras eram entregues a estes criminosos, e as provas obtidas serão compartilhadas com a Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes de Mato Grosso (DRE/PJC/MT) e a Polícia Federal, a fim de apurar se os automóveis subtraídos foram trocados por drogas ou armas com os criminosos bolivianos.

Ações realizadas: Na data de hoje ocorre o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas cidades Cáceres/MT e na capital de São Paulo.

Em Cáceres a DERRFVA recebe o apoio da Delegacia Especializada de Fronteira da Polícia Civil (DEFRON) e em São Paulo/SP as ações são realizadas de forma conjunta entre a DERRFVA e a 1ª Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (DIVECAR) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil de São Paulo.

Ao todo são empregados 30 (trinta) Policiais Civis na operação, entre Delegados de Polícia, Escrivães, Agentes e Investigadores e Analistas de Inteligência.

Em São Paulo, durante cumprimento da ordem judicial, já foram encontrados na residência do investigado Alexandre Domingos diversas chaves de veículos locados e que foram furtados e encaminhados a Bolívia, e documentos públicos falsificados.

Bens arrecadados

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão os agentes buscam apreender equipamentos eletrônicos que tenham provas sobre a prática dos crimes, bem como veículos e valores que estejam com os criminosos e possam ter sido obtidos por meio das atividades ilícitas desenvolvidas pelo grupo.

Providências

Os investigados serão indiciados pelos crimes de furto qualificado, estelionato, receptação, associação criminosa, comunicação falsa de crimes e lavagem de capitais, cujas penas máximas somadas podem chegar a 25 (vinte e cinco) anos de reclusão.

Os elementos de provas também serão compartilhados com outros órgãos policiais para verificar a participação dos
investigados no tráfico internacional de drogas e/ou de armas de fogo.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 9 de agosto de 2019 às 10:59:58
  • 9 de agosto de 2019 às 10:58:54