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TRAGÉDIA EM POCONÉ

TJMT adia julgamento e mãe relata angústia por espera de Justiça

Arquivo Pessoal

A advogada Rosinéia Guimarães, de 48 anos, esperava pela Justiça nesta sexta-feira (16). Mas ela não veio, e não se sabe quando virá.

Rosinéia, porém, não desiste. Ela acredita na missão de fazer Justiça pelos dois filhos, Diego Guimarães Bittencourt e Katherine Louise Bittencourt.

Os dois foram atropelados e mortos em 2007, em Poconé. O homem suspeito de cometer a tragédia deveria ser julgado hoje, mas por problemas de saúde, conseguiu adiar o julgamento, não a esperança de se fazer Justiça de Rosinéia.

Há 12 anos, a advogada batalha por este dia, mas ele não chegou ainda. Em nota pública divulgada à imprensa, Rosinéia relata a angústia de conviver com essa situação. Ao tomar conhecimento do adiamento do julgamento, a advogada fez o seguinte relato:

“Não consigo entender e aceitar como pode esse assassino matar meus filhos( Katherine e Diego) dessa forma e nada acontecer . Já se passaram 12 anos do ocorrido.
A demora por justiça causa em mim, angustia e sofrimento moral que é um desrespeito a dignidade da pessoa humana. E ele sempre tentando procrastinar o processo.
Meu coração está espedaçado, sinto me incapaz, impotente. Sem palavras que eu possa expressar a imensa dor e sofrimento”.

A informação de que o julgamento seria adiado foi divulgada ontem pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Celzair Ferreira de Santana deveria sentar no banco dos réus.

Santana é acusado de atropelar e provocar a morte de Diego Guimarães Bittencourt, e Katherine Louise Bittencourt, à época, com 14 e 19 anos, respectivamente, em Poconé (104 km de Cuiabá).

O motorista, além de dirigir em alta velocidade, estaria embriagado.

Após a colisão, a caminhonete, que atingiu as vítimas, só teria parado quando colidiu com um poste de iluminação pública.

O acidente causou grande comoção social na cidade.

Há mais de uma década, familiares vivem a angústia de até os dias de hoje verem o caso impune.

Os dois irmãos, que se estivessem vivos, estariam com 26 e 31 anos,  foram atropelados, em frente a casa em que moravam, em Poconé.

Os adolescentes tinham saído para almoçar com o pai e voltavam para casa quando foram atropelados.

VEJA NOTA NA ÍNTEGRA

Na data de hoje, 16 de agosto de 2019, era para ocorrer o julgamento do Réu Celzair Ferreira de Santana, perante o Tribunal Popular do Júri na Comarca de Cuiabá – MT, porém o réu juntou atestado médico, alegando que está com problemas cardíacos, e com isso prorrogou o Julgamento, e mais um tempo por espera da tão almejada justiça.

Sigo adiante, Apresentando as agravantes do crime Homicídio com ênfase em Dolo Eventual no volante , que, Celzair Ferreira de Santana, cometeu na pacata cidade de Poconé-MT, ao assassinar meus filhos, katherine e Diego, que leva crer em dolo eventual, conforme segue;

1- Katherine e Diego estavam parados e encostados ao meio fio.
2- O réu embriagado piscou luz como dizendo sai da frente. Assim assumiu a culpa pelo que fazia, como se dissesse de acordo com a lei, nao estou nem ai se não sair passo por cima.
2-Bateu por trás, não dando condições da Katherine e Diego se defenderem.
3- A Perícia Técnica constatou que não houve frenagem, então ele não teve nenhuma atitude para evitar o crime.
4- Desceu do carro e fugiu do local sem prestar socorro. Só parou porque chocou com o poste e o poste parou ele.
5-Estava a 134 km por hora em uma rua que a velocidade permitida é 40 km por hora.
Essas são as agravantes que leva ao dolo eventual.

Não consigo entender e aceitar como pode esse assassino matar meus filhos( Katherine e Diego) dessa forma e nada acontecer . Já se passaram 12 anos do ocorrido.

A demora por justiça causa em mim, angustia e sofrimento moral que é um desrespeito a dignidade da pessoa humana. E ele sempre tentando procrastinar o processo.

Meu coração está espedaçado, sinto me incapaz, impotente. Sem palavras que eu possa expressar a imensa dor e sofrimento.

Rosinéia Guimarães, mãe de Katherine (19 anos) e Diego Guimarães (14 anos).

Um comentário em “TJMT adia julgamento e mãe relata angústia por espera”

  1. Shirley disse:

    sabemos o quanto essa (in)justiça é falha, lerda e desesperançosa para as vítimas e seus familiares. Para o assassino, no entanto, a justiça é benevolente, acatando todas as artimanhas… enfim sinto vergonha desses órgãos que deveriam nos proteger, proteger a sociedade do bem, e que agem justo ao contrário. O que esperar disso? Até quando?

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  • 17 de agosto de 2019 às 10:21:34
  • 16 de agosto de 2019 às 21:42:39