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OPERAÇÃO FAKE DELIVERY

PT fala em "abuso" e vai acionar Justiça após Rosa Neide ser alvo de operação

Reprodução

O Partido dos Trabalhadores, por meio de nota emitida pelo líder do partido na Câmara Federal, Paulo Pimenta (PT-RS), disse que vai acionar os órgão legais de reparação e responsabilização, após a deputada federal Rosa Neide (PT) ter sua residência, em Cuiabá, como alvo de busca e apreensão durante a operação “Fake Delivery”.

A ação foi deflagrada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz), na manhã desta segunda-feira (19).

Na nota emitida, o PT fala em repúdio à ação da PJC, uma vez que a parlamentar não foi indiciada e não se recusou a colaborar com as investigações.

Em outra parte do comunicado, o partido afirma que a Defaz agiu de forma abusiva, arbitrária e com finalidades políticas.

“Todo o Brasil acompanhou nos últimos anos a escalada de arbitrariedades da Operação Lava Jato, sempre a partir de operações espetaculares para gerar manchetes e condenações prévias, perante a opinião pública, de pessoas que eram alvos políticos dos procuradores e do juiz Sergio Moro”, diz trecho da nota.

A operação Fake Delivery investiga aquisição de materiais destinados a escolas indígenas, em 2014,  época em que Rosa Neide era titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).

De acordo com a polícia, dos R$ 2 milhões de materiais comprados pela Seduc, apenas R$ 850 mil, teriam sido distribuídos pelo setor de estoque da pasta, a Defaz tenta recuperar R$ 1.134.000,00.

Segundo com os delegados responsáveis pela ação, Luiz Henrique Damasceno e Lindomar Tofoli, a petista aparece nas investigações porque uma das testemunhas do caso, cita o nome dela como a pessoa que teria determinado a compra dos materiais escolares.

“Infelizmente, muita pirotecnia. Eu não estou em Cuiabá, e agora que estou me inteirando da situação. Estou muito tranquila, não tenho nada a ver com isso”, disse a parlamentar HiperNotícias.

Na operação,  Polícia Civil também cumpriu o mandado de prisão do ex-secretário Adjunto de Administração Sistêmica, Francisvaldo Pereira de Assunção.

Ele foi preso com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Gil, município de Diamantino (183 km de Cuiabá).

Veja na íntegra a nota do PT:

A Bancada do PT na Câmara repudia a ação de busca e apreensão realizada nesta segunda-feira (19) na residência da deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), sem que a mesma esteja indiciada e jamais tenha se negado a colaborar ou a prestar esclarecimentos sobre o objeto da operação “Fake Delivery”, comandada pela Polícia Civil do estado de Mato Grosso.

Todo o Brasil acompanhou nos últimos anos a escalada de arbitrariedades da Operação Lava Jato, sempre a partir de operações espetaculares para gerar manchetes e condenações prévias, perante a opinião pública, de pessoas que eram alvos políticos dos procuradores e do juiz Sergio Moro.

Se esta ação da Polícia Civil mato-grossense contra a parlamentar for considerada legal, nenhum cidadão ou cidadã no Brasil estará mais a salvo de arbitrariedades de agentes públicos que agem com finalidades políticas.

Em virtude disso, acionaremos os órgãos competentes para que as medidas legais de reparação e responsabilização sejam tomadas contra este flagrante abuso, que justifica ainda mais a aprovação da Lei de Abuso de Autoridade, a “Lei Cancellier”, aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada.

Não existe Justiça fora do império a lei e sem respeito ao Estado democrático de Direito!

Brasília, 19 de agosto de 2019.

Dep. Paulo Pimenta (PT-RS)
Líder do PT na Câmara

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