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OPERAÇÃO TAPIRAGUAIA

Valtenir Pereira se diz surpreso com "batida" da Polícia Federal e nega crimes

O suplente de deputado federal Valtenir Pereira (MDB) negou que tenha cometido crime e se disse surpreso com a Operação Tapiaraguaia desencadeada nesta quinta-feira (22) em Mato Grosso e Brasília.

Pereira foi alvo de busca e apreensão em mandado cumprido pela Polícia Federal de Mato Grosso.

Ele é acusado de montar um esquema criminoso em conluio com empresários e prefeitos de Confresa/MT, Serra Nova Dourada/MT e assessores parlamentares. Segundo a PF, cerca de R$ 601 mil teriam sido utilizados para pagamentos de propina.

“Estou absolutamente tranquilo porque não fiz nada de errado. A relação que tenho com as prefeituras em questão é institucional e de muito trabalho. Tudo será devidamente esclarecido na instância adequada. Estou à disposição das autoridades e confio na Justiça!”, diz trecho da sua nota.

A Operação Tapiraguaia deflagrada pela Polícia Federal teve apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).

A ação visa combater um esquema de desvio de recursos públicos federais e pagamento de propinas nas prefeituras de Confresa/MT e Serra Nova Dourada/MT.

Os alvos das prisões preventivas são para ex-assessores parlamentares e do ex-prefeito de Confresa.

Participaram da ação mais de 30 policiais federais e servidores da CGU, que cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, três prisões preventivas e sete medidas cautelares nos municípios mato-grossenses de Cuiabá, São Félix do Araguaia, Serra Nova Dourada, Bom Jesus do Araguaia, Apiacás e também em Brasília/DF.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Barra do Garças/MT, que também determinou o sequestro de bens e valores.

A segunda fase é resultado da análise dos dados bancários e dos objetos apreendidos durante a primeira fase da operação, ocorrida em 30/01/2019.

As investigações mostram que Valtenir Pereira teria viabilizado a realização de convênios entre o Ministério da Integração Nacional – Secretaria Nacional da Defesa Civil e as prefeituras, amparando-se na justificativa de construção de pontes de concreto emergenciais, devido às enchentes provocadas pelas chuvas.

Os prefeitos, beneficiados com os recursos federais, realizavam licitações repletas de irregularidades, combinando previamente com os empresários contratados para a execução das obras.

Os políticos exigiam propinas a essas pessoas, na medida em que fossem realizados os pagamentos.

Os valores utilizados nas propinas provinham na maioria das vezes de medições fraudulentas, como atestados de serviços não realizados ou realizados a menor.

Os montantes eram repassados aos gestores municipais e ao ex-deputado, por meio de depósitos/transferências em contas de terceiros.

A análise policial também aponta a emissão de cheques, entregas de dinheiro em espécie e até mesmo pagamento de boletos e contas dos gestores públicos (contas de energia, boletos de estabelecimentos comerciais, dívida em hotéis, etc).

Os valores repassados ao deputado eram, em regra, depositados em contas bancárias de seus assessores ou de empresas a eles vinculadas, sendo que uma das empresas é fantasma.

Ainda segundo a PF, os assessores e as respectivas empresas recebiam valores avulsos das prefeituras por suposta prestação de serviços de assessoria e consultoria para liberarem as parcelas dos convênios por meio de lobby.

As obras da prefeitura de Confresa/MT teriam gerado em torno de R$ 413 mil em propinas aos agentes públicos envolvidos, enquanto as de Serra Nova Dourada/MT o montante de R$ 187 mil.

Os investigados irão responder por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e crimes licitatórios, podendo pegar até 40 anos de prisão.

VEJA NOTA NA ÍNTEGRA

Fiquei surpreso com a diligência que foi realizada em minha residência nessa manhã do dia 22/08/19, dia do aniversário da minha Filha.

Estou absolutamente tranquilo porque não fiz nada de errado. A relação que tenho com as prefeituras em questão é institucional e de muito trabalho. 

Tudo será devidamente esclarecido na instância adequada. Estou à disposição das autoridades e confio na Justiça!

Assessoria de Imprensa

VALTENIR PEREIRA (MDB-MT)  

*O nome da operação faz referência à palavra “Tapiraguaia”, primeiro nome do município de Confresa/MT. O termo é uma junção das palavras “Tapirapé” e “Araguaia”, dois rios da região norte mato-grossense.

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  • 22 de agosto de 2019 às 17:20:33
  • 22 de agosto de 2019 às 14:20:30