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COM JESUS

Flamengo ‘tira’ oito pontos em sete rodadas

Lucas Tavares/Zimel/Lancepress!

Quando Jorge Jesus assumiu o time, o Flamengo estava na terceira posição da tabela do Brasileirão, três pontos atrás do Santos e oito atrás do Palmeiras, líder na época. Agora, sete rodadas depois, o Rubro-Negro ocupa o primeiro lugar pela primeira vez neste ano, com 33 pontos e um saldo de gols superior ao do Peixe. Fruto do trabalho do técnico português, que, em meio à disputa das Copas (do Brasil e Libertadores) deu a devida importância ao campeonato.

– Estávamos a oito pontos do Palmeiras. Recuperamos, mesmo com jogos importantes no meio. Isso faz parte das grandes equipes. Aqui valorizam a Copa do Brasil e menos o Brasileiro, não dá para entender. Nossa proposta era recuperar, achava que tínhamos capacidade de conquistar – analisou o Mister.

A liderança veio após a vitória sobre o Ceará, domingo, no Castelão. O 3 a 0 levou o Flamengo aos mesmos 33 pontos do Santos, mas a equipe da Gávea leva vantagem no saldo de gols: 17 a 11. Das 16 rodadas disputadas, o Rubro-Negro esteve entre os quatro primeiros colocados do campeonato em dez.

Apesar de estar a dias de decidir uma vaga na semifinal da Libertadores diante do Internacional, em Porto Alegre, Jorge Jesus mandou a campo uma equipe competitiva, valorizando o Brasileirão e foi recompensado com a bela atuação.

Como o próprio treinador rubro-negro já relatou, a liga nacional na Europa é prioridade. O português veio ao Brasil com esta ideia. No Brasil, por vezes, vemos os clubes – por meio de suas direções ou comissões técnica – “abandonarem” o Brasileirão e focarem apenas nos “mata-matas”. Seria um erro no caso deste Fla, que investiu e tem à disposição um elenco e estrutura para brigas em todas frente.

São 12 partidas no comando do Flamengo e Jorge Jesus, jogo a jogo, mantém a prática de realizar mudanças pontuais. Contra o Ceará, os atletas preservados foram Rafinha, Filipe Luís e Bruno Henrique, que deram lugar a João Lucas, Renê e Berrío, respectivamente. É desta forma que o treinador busca manter o elenco competitivo, além do estilo de jogo, independentemente dos nomes.

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