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AJUDA DO EXÉRCITO

Mendes aponta morosidade do Governo Federal e cobra reforço para combater queimadas em MT

Mharcell Douglas

Governador Mauro Mendes (DEM) pediu celeridade ao Governo Federal que ainda não enviou militares do Exército para ajudar o combate às queimadas em Mato Grosso. Durante reunião com Governadores da Amazônia Legal Oriental em Belém (PA) nesta segunda-feira (2), Mendes criticou a morosidade da gestão Bolsonaro no envio de reforços já que o Estado lidera os índices de focos de incêndio.

“Nós já encaminhamos a ratificação ao pedido e até agora não recebemos a ajuda que foi acordada durante a reunião em Brasília, na semana passada. E ratifico aqui novamente o pedido para que o Exército entre em Mato Grosso nos ajudando no combate às queimadas”, destacou.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo, também participou da reunião, no entanto, até a manhã desta segunda, a autorização, por parte do Ministério da Defesa, ainda não havia sido encaminhada à 13ª Brigada. Durante o encontro ele informou que a liberação já havia sido protocolada para o inicio dos trabalhos.

“Já está autorizado ao Comando ilitar do Norte localizado na região de Belém, comandado pelo general Paulo Sérgio, a apoiar as operações iniciais ao norte de Mato Grosso”, disse.

Durante a reunião, o chefe do Executivo Municipal apresentou todas as ações que estão em andamento para inibir os incêndios, desmatamento ilegal, tanto dentro Brasil, como no exterior. Um decreto suspendeu, temporariamente, as autorizações de desmatamento, mesmo que legal, até o dia 30 de novembro, como também a prorrogação do período proibitivo de queimadas até que a situação seja controlada.

“Vamos utilizar o Sistema Planet, financiado com dinheiro de organismos internacionais, para acabar com a impunidade. Por esse sistema temos como prevenir que o desmatamento ilegal seja realizado em grandes áreas, por monitorarmos a floresta em tempo real. Não iremos dar vida fácil para quem pratica qualquer dano ao meio ambiente”, frisou.

Mendes também fez um apelo ao custeio das operações realizadas pelo Estado para combater as queimadas. Segundo ele, a ação seria possivel através da utilização de recursos oriundos da Lava Jato.

“Contudo, neste momento o que nos parece mais claro e objetivo são os valores que podem ser disponibilizados via Lava Jato, já que tem uma pré-disposição do Judiciário. Peço que o Governo Federal entre nesse circuito fazendo um alinhamento rápido e objetivo, para que tenhamos rapidamente esses recursos nos Estados”, finalizou.

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