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VAGATOMIA

Polícia Federal não consegue localizar investigados por fraudes no Fies em MT

Reprodução

A Polícia Federal não localizou os investigados por fraudes no Financiamento Estudantil do Governo Federal (Fies) durante a Operação Vagatomia, em Água Boa (730 km a leste de Cuiabá), deflagrada na manhã desta terça-feira (3).

De acordo com informações da PF, os endereços dos alvos estavam incorretos e com isso não foi possível realizar a prisão dos investigados. A Polícia apura esquema de venda de vagas para a transferência de estudantes de medicina para cursos no Brasil.

Segundo a Polícia Federal, os 77 mandados são cumpridos em Fernandópolis, São Paulo, São José do Rio Preto, Santos, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, Porto Feliz, Meridiano, Murutinga do Sul e São João das Duas Pontes, todas no interior de São Paulo.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e contas dos investigados no valor de R$ 250 milhões. Nas investigações a PF detectou que as irregularidades ocorriam no curso de medicina em Fernandópolis (SP). Vagas para ingresso, transferência de universidades do exterior – para não precisar fazer o exame Revalida – e financiamentos do Fies eram negociados por até R$ 120 mil por aluno.

Estimativas iniciais da PF mostram que o grupo movimentou R$ 500 milhões em 5 anos com as fraudes. Durante os 8 meses de investigação, foi descoberto que o líder da quadrilha é o proprietário da universidade. Ele e o filho comandavam a organização que é formada por funcionários e pessoas ligadas à universidade.

Já foram identificados vários alunos que negociaram as vagas para o curso de medicina. Alguns dos que fraudaram o financiamento do Fies, que é para estudantes de baixa renda, são filhos de fazendeiros, políticos e empresários de alto poder aquisitivo, ou seja, sem o perfil exigido pelo governo para conceder o benefício.

Alunos que denunciaram o esquema foram ameaçados pelo dono da universidade, além de terem tentado destruir as provas e também intimidar as autoridades que investigam o caso.

De acordo com as investigações, os líderes do grupo criminosos investiram o dinheiro das fraudes na compra de imóveis no Brasil e no exterior, aeronaves e dezenas de veículos de luxo. Os estudantes que participaram do esquema também serão responsabilizados.

Os presos foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informações e estelionato majorado, cujas penas somadas podem chegar a 30 anos de reclusão. (Com informações da Assessoria).

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  • 4 de setembro de 2019 às 13:17:53
  • 4 de setembro de 2019 às 13:17:25