https://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-11-at-09.54.45.jpeg

CRIME HORRENDO

Avó acredita que pai tinha conhecimento que Mirella Chue era envenenada por madrasta

Arquivo Pessoal

A avó materna de Mirella, Claudina Chue, de 55 anos, revelou, em entrevista ao Mato Grosso Mais, nesta quarta-feira (11), que por diversas vezes pediu para o pai da criança para que deixasse a neta morar com ela.

Mirella Poliane Chue de Oliveira, de 11 anos, morreu envenenada em junho deste ano.

A suspeita de ter cometido o crime é madrasta da menina, de 42 anos, que foi presa nesta segunda-feira (09).

A motivação do envenenamento seria por conta de um herança milionária que a menina tinha recebido, ao nascer, fruto de uma indenização pela morte de sua mãe, durante parto dela em um hospital, na capital, por erro médico.

Claudina acredita que o pai da criança estava ciente de toda a situação.

” É muito difícil ele dizer que não sabia disso. É impossível um pai não ver o que a filha estava passando, o sofrimento que a menina estava passando”, revela.

A avó cobra que seja feita justiça e diz que a família está totalmente abalada.

“E agora a saudade que fica. Quem vai me trazê-la de volta? Ninguém. Nós estamos destruídos e a única coisa que queremos é justiça”, afirma.

Até 2018, a menina era criada pelos avós paternos. Em 2017, a avó morreu e no ano seguinte (2018) o avô faleceu também, e a garota passou a ser criada pelo pai e madrasta. A partir daí iniciou o plano da mulher para matar a criança com o objetivo de ter acesso ao dinheiro.

A Polícia investiga também a possibilidade da mulher ter agido na morte dos avós paternos da criança, visto que posteriormente a menina passou a morar com pai e com ela.

Em depoimento, a suspeita, que ainda não teve o nome divulgado, contou que convive com o pai da vítima desde que ela tinha 2 anos de idade.

A mulher levada para a sede da Deddica, em Cuiabá.

O caso

A investigação do inquérito policial conduzido pela Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), aponta que a madrasta matou a criança com uso de um veneno com venda proibida, ministrando gota a gota,  em pequenas doses durante dois meses, entre  abril e junho de 2019.

No dia 14 de junho de 2019, a vítima faleceu de causa até então indeterminada.

A menina deu entrada em um  hospital particular, já em óbito.

Inicialmente houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, pois havia inchaço na genitália, mas depois foi descartado o abuso durante a necropsia do Instituto de Medicina Legal (IML), da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O laudo pericial apontou morte por causa indeterminada.

A Politec colheu materiais para exames complementares.

Nos exames realizados pelo Laboratório Forense, mediante Pesquisa Toxicológica Geral, foram detectados no sangue da vítima duas substâncias, uma delas veneno que provoca intoxicação crônica ou aguda e a morte.

Os delegados que conduzem as investigações informaram que todas as vezes que a menina passava mal era socorrida e levada ao hospital, lá ficava internada 3 a 7 sete dias e melhorava, em razão de ter cessado a administração do veneno.

Mas ao retornar para casa, voltava a adoecer novamente.

O sofrimento durou cerca de dois meses, em que a menina ficou internada por nove vezes em hospitais particulares.

Na última vez que foi parar no hospital, a menina chegou já em óbito.

Por conta disso, o hospital não  quis declarar o óbito, mas suspeitava de ser meningite.

Nessa ocasião, foi acionada a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), que diante de falta de evidências sobre morte violenta, requisitou vários exames por precaução, num desse exames periciais foi detectado a substância venenosa no sangue da menina.

Motivação

Assim, o caso foi encaminhado a Deddica que procedeu com toda a investigação descobrindo o plano de envenenando, por conta de um herança milionária que a menina tinha recebido, ao nascer, fruto de uma indenização pela morte de sua mãe, durante parto dela em um hospital, na capital, por erro médico.

A ação foi movida pelos avós materno da criança, que ingressou na Justiça pela indenização, que em 2019, após 10 anos, foi encerrado o processo, com causa ganha a família de R$ 800 mil, incluindo os descontos de honorários advocatícios.

Parte do dinheiro ficaria depositado em uma conta para a menina movimentar somente na idade adulta.

A Justiça autorizou que fosse usada um pequena parte do dinheiro para despesas da criança, mas a maior quantia ficaria em depósito para uso após a maioridade, aos 24 anos. O pagamento da ação iniciou em 2019.

Um comentário em “Avó acredita que pai sabia que filha era envenenada”

  1. Realista e Consciente disse:

    Não será divulgado o nome da assassina pois já sabemos que não ficará muito tempo presa. Nos ultimos anos qual mulher ficou realmente presa por assassinato? Privilégios de gênero numa justiça manejada por togados manginas e feministas…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja Mais


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 12 de setembro de 2019 às 09:50:13