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OPERAÇÃO CARNE FRACA

Empresa de ex-senador de MT nega ter pago propina para fiscal do Ministério da Agricultura

Mato Grosso Mais

A empresa União Avícola, de propriedade do ex-senador Cidinho Campos, alvo da Operação Carne Fraca, denominada Romanos, da Polícia Federal, por meio de nota, negou que tenha pagado propina para um fiscal agropecuário do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A empresa esclarece, na nota, que o fiscal citado nunca trabalhou ou foi responsável pela inspeção na empresa. Reitera que, tão logo os fatos se esclareçam, tomará as medidas cabíveis.

A União Avícola tem mais de 10 anos de atuação no mercado de abate de frango, conta com mais de 1,3 mil colaboradores, e segue à disposição da Justiça para o pronto esclarecimento dos fatos. Veja nota na íntegra abaixo.

OPERAÇÃO ROMANOS

A 4ª Fase da Operação Carne Fraca, denominada Romanos, deflagrada pela Polícia Federal, nesta terça-feira (1), em Mato Grosso e outros oito estados, apura que um grupo empresarial do ramo alimentício, teria feito pagamentos de propina que chegam a bagatela de R$ 19 milhões para cerca 60 fiscais agropecuários federais.

Os valores eram pagos em espécie, por meio do custeio de planos de saúde e até mesmo por contratos fictícios firmados com pessoas jurídicas que representavam o interesse dos fiscais.

A prática ilegal teria sido interrompida no ano de 2017, quando o grupo passou por uma reestruturação interna.

Ao todo, de acordo com a PF, estão sendo cumpridos 68 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Federal de Ponta Grossa, no Paraná.

Os estados alvos da Romanos são: Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O que chamou a atenção é que um dos mandados cumpridos é na empresa União Avícola, do ex-senador  por Mato Grosso, Cidinho Santos. A empresa seria a responsável por intermediar os pagamentos do grupo empresarial aos fiscais.

Cidinho, na verdade, é o primeiro suplente do então dono da cadeira no Senado, Blairo Maggi (PP). Por causa da ida ao Ministério da Agricultura, Blairo acabou cedendo sua vaga para Campos.

O nome da operação faz referência a diversas passagens bíblicas do Livro de Romanos, que tratam de confissão e justiça.

Nesta terça-feira (01/10) a empresa União Avícola foi alvo de busca e apreensão fruto do desdobramento da Operação Carne Fraca. A investigação é sobre pagamento de bonificação e vantagens indevidas à fiscal federal agropecuária do Mapa. A empresa esclarece que o fiscal citado nunca trabalhou ou foi responsável pela inspeção na empresa. Reitera que, tão logo os fatos se esclareçam, tomará as medidas cabíveis. A União Avícola tem mais de 10 anos de atuação no mercado de abate de frango, conta com mais de 1,3 mil colaboradores, e segue à disposição da Justiça para o pronto esclarecimento dos fatos.

A Diretoria
União Avícola SA

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Um comentário em “Ex-senador de MT nega ter pago propina para fiscal”

  1. João Neves disse:

    Por mim ao invés de a PF ficar gastando o tempo dela investigando se foi pago ou não propina aos ficais federais pela União Avícola. A PF deveria de fato investigar de onde o ex- Senador Cidinho Santos e também ex- prefeito de nova marilândia conseguiu tirar tanto dinheiro pra construir um frigorífico grande como a União Avícola Sendo que na época nem senador ele era ainda. Em apenas dois mandados seguidos na prefeitura de Nova Marilândia ou seja oito anos ele conseguiu tanto dinheiro pra levantar um frigorífico desses do zero e ser o dono, não deve ter sido com o salário de prefeito é óbvio. Onde ele conseguiu esse dinheiro? Um homem que dizem dele que já foi até catador de raiz ou seja de origem humilde. Heis ae a questão ” Será que não houve um desvio de verba, dinheiro público?” Isso é algo que eu acho que deveria ser investigado pela Policia Federal. Só acho.

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  • 1 de outubro de 2019 às 20:25:04
  • 1 de outubro de 2019 às 18:24:10