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INVESTIGAÇÃO DO NACO

MPE diz que placas Wytron saíram da Secretaria de Segurança Pública para serem usadas na Grampolândia Pantaneira

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O procurador de Justiça Domingos Sávio de Barros Arruda, coordenador do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), disse, em entrevista coletiva de imprensa, na manhã desta quarta-feira (2), que as placas Wytron saíram da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp), em 2010, para serem usadas no escritório clandestino da Grampolândia Pantaneira, em 2014.

A afirmação é baseada na investigação contra o procurador de Justiça e ex-chefe do Ministério Público do Estado, Paulo Roberto Prado, após depoimento dado pelos coronéis da PM Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e o cabo Gérson Corrêa.

Prado foi inocentado das acusações de que ele teria repassado às placas aos militares, com o objetivo de usarem para grampos ilegais durante a campanha de 2014, quando o então candidato Pedro Taques (PSDB) foi eleito governador do Estado.

De acordo com a investigação do Naco, foi assinado um termo de cessão pelo então procurador de Justiça, à época, Marcelo Ferra, com o secretário adjunto de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, para a entrega das placas à Secretaria de Segurança Pública.

Segundo Domingos Sávio, no próprio termo de cessão já constava a entrega das placas. Porém, a Sesp confirma a assinatura do termo de cessão, mas admite que não tem conhecimento do paradeiro das placas.

Na coletiva, o chefe do Naco observou que as placas podem ter saído da Secretaria de Segurança Pública, de modo informal, pelas mãos do Coronel Celso Henrique Barbosa e sido entregue a Zaqueu Barbosa, no mesmo ano, em 2010.

Celso foi morto em março de 2016, após ter sido atropelado na BR-070. O acidente ocorreu após o militar passar mal e ser atingido por um carro.

Ainda de acordo com Domingos Sávio, Zaqueu Barbosa ficou em posse das placas por pelo menos 3 anos, em casa, até elas serem utilizadas na Grampolândia Pantaneira.

Em depoimento prestado ao Naco, e também na 11ª Vara da Justiça Militar, o cabo Gérson Corrêa admitiu que assim que o caso da Grampolândia Pantaneira veio à tona, ele destruiu as placas e as jogou no rio Cuiabá, próximo da ponte Mário Andreazza.

O militar sempre disse que as placas seriam as mesmas usadas pelo Gaeco nas interceptações telefônicas realizadas nas Operações. Elas teriam sido usadas, segundo o MPE, até o ano de 2007.

Na coletiva, embora sem poder comprovar a veracidade, foi admitido pelo procurador João Augusto Veras Gadelha haver indícios que as placas destruídas poderiam ser do Gaeco.

O procurador Domingos Sávio revelou que as placas deveriam, pelo termo de cessão, terem ficado seis meses na Sesp, com possibilidade do tempo ser prorrogado pelo mesmo período.

O chefe do Naco constatou, então, que como as placas foram cedidas, em 2010, para a Sesp e usadas, em 2014, pela Grampolândia Pantaneira concluiu na investigação pela inocência de Paulo Prado.

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  • 3 de outubro de 2019 às 02:53:59
  • 3 de outubro de 2019 às 02:52:58