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VIDA DE HERÓIS

Cães auxiliam bombeiros em buscas, salvamento e resgate de vítimas em MT

Corpo de Bombeiros/MT

Cerca de sete cães de raças distintas auxiliam os militares do Corpo de Bombeiros no resgate, busca e salvamento de vítimas em diversas ocorrências.

Os cachorros integram o canil do 2º Batalhão de Bombeiros Militar, localizado em Várzea Grande e responsável por atender toda região metropolitana da capital.

A unidade trabalha com quatro tipo de raças, sendo Labrador, Pastor-belga Malinois, Boiadeiro australiano e Foxhound.

Cada cão possui uma habilidade específica. Dos sete cães, quatro já são adultos e três são filhotes ainda em fase de treinamento.

Os animais são condicionados a determinados tipos de atividades, que no caso do 2ª batalhão são elas: buscas por pessoas vivas, cadáveres ou rastreio, conforme explica o comandante-adjunto do 2º batalhão, major BM Marcondes.

“No caso da Dara, ela possui uma habilidade específica que é a de rastreio, que é uma busca por odor específico, diferente da situação em que nós damos ao cão uma peça de roupa da vítima. Nessa situação, o cachorro vai trilhar exatamente o caminho que vítima fez. Nem todas as situações nós conseguimos empregar este tipo de cão, é necessário alguns fatores que irão propiciar seu uso,” explicou

Apesar da unidade possuir um canil próprio, os caninos e o seu o treinamento são de responsabilidade dos próprios bombeiros. O cão só vai até a corporação no dia que em o militar estiver em serviço.

“O trinamento começa como uma brincadeira, a gente ensina o cão a procurar por pessoas, é basicamente uma brincadeira de esconde-esconde. A gente e esconde e na medida que o cão encontra, ele é recompensado. É a mesma coisa com o treinamento de restos mortais, usamos materiais que contenham o odor. Pro cão nada mais é do que uma brincadeira”, disse o major.

Para desempenhar as atividades de salvamento, os cães são selecionados por meio de uma prova de certificação.

Essa avaliação consiste na aplicação da simulação de algum tipo de ocorrência, afim de garantir se tanto o cachorro quanto o seu condutor estão realmente aptos para as atribuições que cada caso requer.

A idade ideal para inscrição na prova é a partir de um ano e meio.

O tempo exercendo as funções pode variar conforme a raça, podendo ir de oito a nove anos.

O Batalhão possui o efetivo de 112 servidores divididos entre funções operacionais e serviços administrativos.

Deste total, seis militares se dedicam ao trabalho de treinamento a ocorrências com a utilização de cães.

Segundo o major Marcondes, só desempenha este tipo de atividade quem realmente gosta.

“Além do militar trabalhar em suas funções normais, seja ela administrativa ou operacional, temos alguns que ainda se dedicam neste tipo de trabalho que não é tão simples. O militar precisa gostar muito para desempenhar este tipo de atividade além de suas outras funções”, afirmou.

Ocorrências 

Em 2019, a corporação utilizou os cães em 36 ocorrências. A mais recente foi no último domingo (29), quando localizaram o corpo do aposentado Isael Lourenço, de 81 anos.

Ele estava desparecido desde o dia 19 de setembro. O cadáver foi encontrado em um região de mata próximo a Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), em Cuiabá.

Na ocasião, a cadela Luna da raça Pastor-belga Malinois, foi quem auxiliou os militares nas buscas.

Luna tem três anos e possui habilidades de localização de pessoas vivas ou mortas.

O animal também tem certificado de reconhecimento nacional, além de já ter atuado em 23 ocorrências.

“A polícia Civil nos passou uma determinada área de mata, usamos os cães, mas acabamos descartando a área. Na semana seguinte levantaram mais informações e informaram outra área suspeita e foi lá que a Luna conseguiu encontrar [o corpo do seo Isael]”, relatou o major Marcondes.

A cadela com mais tempo na unidade é a Labrador Sheron, de sete anos,  que já atuou em 78 ocorrências, incluindo a tragédia do rompimento da barragem em Brumadinho (MG).

Assim como Luna, Sheron também tem especialidade na localização de pessoas vivas ou mortas, além de ter certificado de reconhecimento nacional e internacional.

À época do rompimento da barragem, o 2º batalhão foi a corporação que mais tempo permaneceu no local, totalizando 127 dias com o emprego de 10 cães.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 7 de outubro de 2019 às 15:14:02