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OUTUBRO ROSA

Câncer de mama mata mais de 100 mulheres em MT em 2019; índice pode diminuir com autoexame, diz especialista

Reprodução

Só em 2019, 102 mulheres morreram com câncer de mama em Mato Grosso. Até outubro, 121 pessoas foram diagnosticadas com a doença no Estado, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Estatísticas que, segundo o mastologista da Oncomed, Dr. Aguiar Farina, poderiam

ser amenizadas com o diagnóstico precoce.

“Infelizmente, a gente não consegue evitar que um tumor aparece na mama de uma mulher, mas a gente pode, quando aparece, perceber quando ele está pequeno. Isto é muito importante hoje no mundo. Quantas mulheres sobrevivem se fizerem o autoexame? Muitas sobrevivem”, explica.

Em entrevista ao Mato Grosso Mais, ele ressaltou que o tipo de orientação em países mais desenvolvidos, como a Holanda, colabora para que o problema seja descoberto em fases iniciais, diferente do Brasil, onde o câncer é diagnosticado em

fases mais agressivas.

“No Brasil, infelizmente, a maioria das mulheres que nos procuram já tem um tumor grande, no SUS [Sistema Único de Saúde] principalmente a maioria, mais de 50% que procuram um médico já tem um tumor grande. Isso impacta na possibilidade dela sobreviver a essa doença”, complementa.

A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença, cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem a partir dos 40 anos de idade. Contudo, o especialista destaca a importância do acompanhamento médico em qualquer idade.

Dr. Aguiar Farina

“Quando a mulher deve ir ao médico? Quando ela sentir que tem um caroço na mama em qualquer idade. A mulher não sente nada, mas precisa ir ao médico para realizar o rastreamento e exames de rotina”, pontua.

Contudo, o mastologista destaca ainda a importância das novas mídias para ampliar a discussão sobre o tema e sobre a conscientização.

“Com o desenvolvimento das mídias sociais, as informações chegam muito mais rápido, então são muito mais eficaz né? A difusão da informação está mais eficaz do que antigamente. Acredito que hoje as mulheres estão mais informadas sobre esse problema do que há 10, 15 anos atrás, com certeza”, finaliza.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 7 de outubro de 2019 às 11:14:48