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NO BOSQUE DA SAÚDE

DHPP conclui inquérito e aponta que jornalista foi morto por não ter dinheiro para comprar drogas

Matheus Mendes/Mato Grosso Mais

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), concluiu as investigações sobre a morte do jornalista e escritor, Marcelo Leite Ferraz, de 38 anos, assassinado no dia 28 de setembro, em Cuiabá. A finalização do inquérito apontou que o crime se deu por motivo fútil.

Em entrevista à imprensa, na tarde desta terça-feira (05), o delegado responsável pelo caso, Fausto Freitas, revelou que todas as versões apresentadas pelo suspeito, John Lennon da Silva, de 21 anos, eram falsas.

Os investigadores chegaram a esta constatação após o depoimento da suposta namorada do acusado, desmentir os relatos dados por ele.

Conforme o delegado, Marcelo foi morto após um desentendimento com o suspeito pelo simples fato de não possuir dinheiro para o consumo de entorpecentes.

“Segundo o depoimento da suposta namorada, no dia do fato, a vítima junto ao suspeito e uma terceira pessoa conhecida como “Velhinho” foram até o local do crime, mas que determinado momento, ela se afastou do grupo por conta de uma desavença com  John Lennon. Neste momento, segunda ela, é que o crime teria acontecido. A motivação mais provável é que o suspeito fez uso de drogas com o jornalista, acreditando que ele teria dinheiro para continuar o ato. Mas naquele dia, a vítima não portava nada de valor, e, por isso, houve um desentendimento entre ambos que resultou no crime”, explicou.

Fausto revelou ainda que a vítima era conhecida tanto pelo suspeito, quanto por sua namorada, pela alcunha “cheque-ouro”.

Expressão usada por usuários de drogas para denominar pessoas com alto poder aquisitivo que também são usuárias.

A DHPP também descartou a hipótese de Marcelo ter sofrido violência sexual no dia do crime.

Marcelo Ferraz foi morto no dia 28 de setembro.

Marcelo Ferraz foi morto no dia 28 de setembro.

Segundo os investigadores, apesar do laudo pericial ainda não estar pronto, peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) disseram que não há indícios que comprovem a pratica de abuso sexual.

Esta suspeita foi levantada pelo fato da vítima ter sido encontrada com as calças arriadas na cena do crime.

Segundo as investigações, Marcelo estava com as roupas abaixadas porque John Lennon o revistou com objetivo de encontrar algo de valor, mas localizou apenas uma carteirinha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT).

O caso segue agora para análise do Ministério Público Estadual (MPE-MT) que pode ou não oferecer denúncia contra John Lennon ao Tribunal de Justiça (TJ-MT).

O suspeito teve a prisão temporária convertida em preventiva e aguardará o processo preso. Ele foi indiciado por homicídio qualificado.

“A prisão temporária dele venceu na semana passada, porém, antes disso nós já havíamos pedido a conversão para preventiva e ela já foi cumprida. O inquérito foi relatado ontem e no mesmo dia, encaminhado ao Fórum, de modo que ele [o suspeito] deve permanecer preso durante o processo”, finalizou o delegado.

O caso

John Lennon da Silva, de 21 anos, assassinou o jornalista e escritor Marcelo Leite Ferraz, de 28 anos, a pedradas. O crime ocorreu no dia 28 de setembro em um terreno baldio no Bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

O local é um terreno baldio próximo ao viaduto da Avenida Miguel Sutil com a Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA).

Inicialmente, a suspeita era do crime ter sido cometido por motivação passional. Porém, as investigações concluíram que morte foi por motivo torpe.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 6 de novembro de 2019 às 10:48:00
  • 6 de novembro de 2019 às 09:01:10