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FATOS OMITIDOS

Defesa de Taques pede suspensão de julgamento da Grampolândia

Ednilson Aguiar

A defesa do ex-governador Pedro Taques (PSDB), Emanoel Figueiredo, solicitou a suspensão do julgamento da Grampolândia Pantaneira, que começou na tarde desta quarta-feira (6), na 11ª Vara Militar de Cuiabá.

Na justificativa apresentada ao promotor de Justiça Allan do Ó, o advogado de Taques, Emanoel Figueiredo,  afirma que coronel Zaqueu Barbosa revelou à delegada Ana Cristina Feldner que o ex-governador deu ordem para que as placas Wytron, utilizadas no esquema de grampos ilegais, fossem destruídas.

Contudo, o fato foi omitido durante todo o trâmite processual, o que pode afetar o andamento do julgamento. “Um pedido de delação unilateral não pode ser feito com contradições e o próprio delator, em uma outra oportunidade, alegou uma situação que nunca foi dita por ele”, argumenta o advogado.

Sobre os motivos para essa nova acusação, a defesa de Taques afirma que a intenção é reduzir a condenação. “A delação, quanto mais pra cima você joga, mas você se livra. Nem conhecimento sobre qualquer tipo de escuta ele [Taques] tinha. Eles dizem que a ordem partiu do governador, a partir de um encontro que ele teve sozinho no palácio com o governador. Isso é impossível”.

Ainda segundo a defesa do ex-governador, o advogado do coronel Zaqueu procurou o coronel Airton Siqueira e feito ameaças – usando um vídeo em seu celular – para que Siqueira se dispusesse a depor contra Pedro Taques.

Grampos ilegais

As investigações que culminaram na prisão de ex-secretários e oficiais de alta patente da Polícia Militar de Mato Grosso apontam para um esquema de escutas ilegais que foi capaz de interceptar mais de 800 conversas de políticos, advogados e jornalistas.

Os coronéis Zaquel Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Jorge de Barros, tenente-coronel Januário Antonio Edwiges Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Junior são acusados de participarem de um esquema de escuta telefônicas que grampeou ilegalmente políticos, autoridades e jornalistas. O caso veio à tona em 2017, sob a gestão do então governador Pedro Taques (PSDB).

Os telefones foram interceptados com autorização judicial através de uma técnica denominada barriga de aluguel, quando números de pessoas não investigadas foram incluídos nos pedidos de interceptação encaminhados aos magistrados.

As ações contra os acusados foram para a Justiça Militar, para a Justiça Federal e para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, onde o relator é o desembargador Orlando Perri.

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  • 6 de novembro de 2019 às 21:22:49
  • 6 de novembro de 2019 às 15:54:39