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GRAMPOLÂNDIA

MPE pede condenação de 3 militares e absolve outros 2 por grampos

Matheus Mendes

O promotor de justiça, Allan do Ó Sidney Souza pediu a condenação de três dos cinco militares réus durante julgamento dos militares envolvidos na Grampolândia Pantaneira. O pedido foi feito durante o primeiro dia de julgamento dos acusados, realizado nesta quarta-feira (06), no fórum da capital.

O coronel Zaquel Barbosa e Evandro Lesco foram condenados pelo artigo 169 do código penal militar, que prevê pena de 3 a 5 anos de prisão por “apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza”.

Allan ainda pediu a condenação do cabo Gerson pelo artigo 311 por “Falsificar, no todo ou em parte, documento público ou particular, ou alterar documento verdadeiro, desde que o fato atente contra a administração ou o serviço militar”.

No caso Gerson, o promotor ainda cita o 312 por “…inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sôbre fato jurìdicamente relevante, desde que o fato atente contra a administração ou o serviço militar”.

Allan ressaltou que Zaquel também pode ser responsabilizado pelo artigo 319 (crime de prevaricação).

O coronel Ronelson Jorge de Barros e o tenente-coronel Januário Antônio Batista, também apontados no esquema, foram liberados pelo promotor.

Allan afirma ainda em suas considerações finais que espera que Pedro Taques e seu primo, Paulo Taques, sejam responsabilizados por arquitetar o esquema de arapongagem.

“De certa forma, depois de algo tão tenebroso, espero que o ex governador Pedro Taques e seu primo Paulo Taques, sejam, devidamente responsabilizado por esta obra”, finaliza.

Grampos ilegais

As investigações que culminaram na prisão de ex-secretários e oficiais de alta patente da Polícia Militar de Mato Grosso apontam para um esquema de escutas ilegais que foi capaz de interceptar mais de 800 conversas de políticos, advogados e jornalistas.

Os coronéis Zaquel Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Jorge de Barros, tenente-coronel Januário Antonio Edwiges Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Junior são acusados de participarem de um esquema de escuta telefônicas que grampeou ilegalmente políticos, autoridades e jornalistas. O caso veio à tona em 2017, sob a gestão do então governador Pedro Taques (PSDB).

Os telefones foram interceptados com autorização judicial através de uma técnica denominada barriga de aluguel, quando números de pessoas não investigadas foram incluídos nos pedidos de interceptação encaminhados aos magistrados.

As ações contra os acusados foram para a Justiça Militar, para a Justiça Federal e para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, onde o relator é o desembargador Orlando Perri.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 7 de novembro de 2019 às 07:53:09
  • 6 de novembro de 2019 às 21:23:30