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PELA PRIMEIRA VEZ

Taques presta depoimento no MPE, faz cronologia e tenta desconstruir versões dadas nas escutas ilegais

O ex-governador Pedro Taques (PSDB), que não compareceu ao evento de lançamento da candidatura de Nilson Leitão ao Senado, na manhã desta quinta-feira (27), na sede da sigla, em Cuiabá, prestou depoimento, a seu pedido, no Ministério Público do Estado (MPE) sobre o caso conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

Em entrevista à imprensa, outra vezes, Taques sempre disse estar à disposição do MPE e do Poder Judiciário para prestar esclarecimentos sobre os grampos ilegais, que teriam, supostamente, surgido antes mesmo dele ser governador de Mato Grosso.

Durante várias horas, o ex-chefe do executivo explicou ao promotor Reinaldo Rodrigues de Oliveira, por meio de uma cronologia, sua versão, com documentos, sobre o início da “Grampolândia Pantaneira”.

O objetivo do tucano é desconstruir depoimentos já prestados por outras pessoas envolvidas no suposto esquema de escutas ilegais.

É a primeira vez que Taques é ouvido, de forma oficial, por autoridades que investigam a “Grampolândia Pantaneira”.

Há informações de que o ex-comandante do Paiaguás levou documentos, provas para tentar mostrar que réus investigados no curso das escutas ilegais teriam dado versões fantasiosas.

Um dos pontos que o ex-governador deve ter abordado, em sua fala, com o MPE, é sobre o protocolo das denúncias feitas sobre a existência de grampos ilegais praticados pelo Executivo.

Em reportagem publicada por Mato Grosso Mais, em julho de 2017, citou que Taques, na época, anunciou a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar para apurar as responsabilidades de servidores públicos sobre alterações nos dados do sistema de protocolo do Estado.

As desconformidades foram constatadas por uma auditoria realizada pela Controladoria Geral do Estado a pedido da Casa Civil, de ordem do governador Pedro Taques, que também determinou outra investigação sobre o protocolo pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.

A auditoria 27/2017 teve como objetivo apurar uma denúncia de fraude no sistema a partir de um suposto ofício que teria sido protocolado na Casa Civil.

Este ofício teria sido encaminhado pela Secretaria de Segurança Pública ao Gabinete de Governo, gerando um processo cujo protocolo seria o de número 542635/2015.

No entanto, no sistema de protocolo, sob este número e com a mesma data, consta como cadastrado um documento da Câmara de Vereadores de Juara tendo como destinatária a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística.

Esta divergência entre os dois protocolos veio à tona após uma denúncia encaminhada pelo então secretário de Segurança, Mauro Zaque, sobre um suposto esquema de escutas ilegais no âmbito da Polícia Militar.

A auditoria da CGE constatou, entretanto, que os documentos protocolados não chegaram ao conhecimento do governador Pedro Taques.

Os auditores da CGE constataram ainda que servidores lotados no sistema de protocolo da Casa Civil alteraram os dados do protocolo.

As mudanças promovidas ocorreram no número do ofício original, no órgão que o encaminhou, na parte interessada e no tipo de processo.

Com base na auditoria, a CGE recomendou a apuração de responsabilidade dos servidores e a realização de uma auditoria no sistema geral de protocolos para identificar possíveis vulnerabilidades.

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  • 28 de fevereiro de 2020 às 11:25:45