BATEU, LEVOU

Ex-procurador diz que Silval Barbosa nunca teve coragem de pôr no papel denúncia de extorsão

DA REDAÇÃO / MATO GROSSO MAIS
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Com uma postura serena e tranquila, o ex-governador Silval Barbosa (sem partido) tentou passar uma conduta de ‘bom moço’ e arrependido durante a oitiva, na manhã desta segunda-feira (02), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó, no plenário da Câmara Municipal de Cuiabá, que apura uma suposta obstrução da Justiça praticada pelo prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB).

Para o ex-procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, o ex-governador quer agora “suavizar” a imagem dele.

“O Ministério Público Estadual (MPE) propôs várias ações, inclusive, ele [Silval] foi preso, deputados foram denunciados…Ele está querendo suavizar a imagem dele. Agora quer dar uma de bom moço. Isso que está acontecendo”, disse.

As declarações de Prado foram dadas após o ex-governador dizer que o MPE sabia das extorsões que ocorriam por parte dos deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e do Tribunal de Contas do Estado, para com o então chefe do executivo estadual.

“Em uma reunião com o doutor Paulo [Prado], eu falei o que estava acontecendo. Expliquei bem que não era só ali [Assembleia Legislativa] era outros que estavam, como o Tribunal de Contas. Eu relatei que estava passando por uma série de problemas, com dificuldades das mais perversas para executar os programas de Governo”, disse Silval na oitiva.

O ex-procurador-geral confirmou que manteve conversa com o ex-governador sobre o caso e o orientou a oficializar a denúncia no MPE, o que, segundo ele, nunca aconteceu.

“É bom que se diga que o Ministério Público já estava investigando. E aí, quando ele falou isso, eu disse para ele ajudar a gente, colocando isso no papel, mas ele nunca teve coragem”.

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