https://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2019/08/12-Júri.jpg

DECISÃO DA JUSTIÇA

Agente suspeito de torturar namorada e enteado tem autorização para morar no interior 

Reprodução

Edson Batista Alves, de 35 anos, agente penitenciário acusado de tortura e cárcere privado ganhou autorização da Justiça de Mato Grosso para ir morar na cidade em Pedra Preta e ir a uma consulta médica em Rondonópolis (218 km de Cuiabá).

A decisão judicial foi homologada na última segunda (2). E o homem deve apresentar à Justiça um comprovante que foi na consulta médica.

Edson é suspeito de praticar torturas e de ter mantido em cárcere privado a namorada e o enteado, de 6 anos.

Eles sofreram, supostamente, as agressões durante duas semanas. E somente conseguiram se livrar do agente quando fugiram e procuraram a polícia.

A prisão do suspeito aconteceu em novembro de 2019. Na época, ele foi encaminhado para um presídio militar, em Santo Antônio de Leverger.

No início de fevereiro, o suspeito foi solto e desde então,a polícia faz o monitoramento do suspeito através da tornozeleira eletrônica.

O caso

As vítimas chegaram à delegacia com vários hematomas pelo corpo. Elas relataram que, além de socos e chutes, eram espancadas com fio de carregador, cabo de vassoura e até queimadas com água quente.

O menino chegou a ter o braço quebrado e foi encaminhado desacordado ao hospital.

A mãe da criança namorou Edson por três meses e saiu de Rondonópolis e veio à capital para visitá-lo. E assim que ela chegou foi trancada em casa e o suspeito passou a ser agressivo.

As vítimas não foi somente a mãe e o filho mais seis ex-namoradas e ex-mulheres fizeram denúncia contra ele.

Todas eram obrigadas a tatuarem o nome dele. Uma delas tatuou o nome e sobrenome “Edson Alves”, seguido de um coração.

A humilhação era tão grande que quando elas eram agredidas, ele gravava e as obrigava a pedir desculpas a ele.

Outra disse que ele as obrigava a beber a urina dele e chupava o sangue delas.

Uma das vítimas registrou quatro boletins de ocorrência contra o agente.

Ele foi encaminhado para um presídio militar, em Santo Antônio de Leverger.

Veja Mais

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 5 de março de 2020 às 20:04:14