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CHEIO DE GÁS

Flamengo leva o Botafogo ao limite e vence clássico na bola e na perna no Maracanã

André Durão

Uma vitória da insistência. Na bola e na perna.

Que o Flamengo tecnicamente é consideravelmente melhor que o Botafogo, nem os botafoguenses que estiveram no Maracanã têm dúvida.

Mas foi preciso persistência para desgastar um bem postado sistema defensivo montado por Paulo Autuori e vencer um clássico representado no talento de Michael.

O baixinho abusado e incansável caracterizou um Flamengo que tentou de várias maneiras chegar ao gol de Gatito nos primeiros 45 minutos e esbarrou na falta de inspiração e espaço.

Por outro lado, o Botafogo soube usar bolas aéreas e contragolpes para levar mais perigo ao gol de Diego Alves.

Não à toa, a trave e centímetros identificados pelo VAR impediram que Pedro Raul marcasse o primeiro gol do jogo.

O Glorioso era basicamente isso: uma defesa bem estruturada e saídas esporádicas. Foi o bastante para ter a estratégia mais bem-sucedida da etapa inicial.

O próprio Jorge Jesus ressaltou os méritos do time de Paulo Autuori em entrevista coletiva.

Com o lado direito nulo pela ausência de Rafinha, lesão de João Lucas e improvisação de Berrío, Michael se tornou o desafogo de ações ofensivas que paravam ou em erros técnicos ou na barreira imposta pelos alvinegros a partir da entrada da área.

A questão é que parar o Flamengo não é tão simples assim.

Por mais que Gabriel e Bruno Henrique não vivessem noite inspirada individualmente, o volume de jogo levou os adversários ao limite. Foi aí que o Botafogo não aguentou.

A volta do intervalo apresentou um Flamengo dominante no campo de ataque, por mais que Michael seguisse sendo uma válvula de espaço óbvia.

Na primeira tentativa individual, o drible em Marcelo foi seguido de cruzamento forte demais.

Na segunda, não teve perdão. Vacilo de Gatito. Gol de Éverton Ribeiro.

Michael comemora seu gol pelo Flamengo contra o Botafogo — Foto: André Durão / GloboEsporte.com

O cronômetro apontava 12 minutos do segundo tempo. Praticamente uma hora de jogo.

E poucos dos mais de 50 mil presentes no Maracanã indicariam uma reação do Botafogo. Realmente, não houve.

Sem a consistência defensiva do primeiro tempo – fosse pelo cansaço ou pela desvantagem no placar -, o Glorioso passou a correr atrás do Flamengo (e de Michael).

Foram 30 minutos de ataque contra defesa.

Gabigol fez o segundo, desperdiçou em pênalti duas vezes a chance do terceiro, e presenteou Michael com passe açucarado para fechar o placar: 3 a 0 no Maracanã.

Vitória de um time que pela qualidade técnica leva o adversário ao limite. E o limite chegou ao Botafogo com 57 minutos.

Período em que demonstrou que segurar esse Flamengo até é possível. Difícil é ter perna para os 90.

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  • 9 de março de 2020 às 12:36:57
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