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BUSCA E APREENSÃO

Sinopense é alvo de operação nacional contra Fake News

Reprodução / Facebook

A Polícia Federal realiza na manhã desta quarta-feira (27), uma operação nacional onde atingiu o ativista de extrema-direita mato-grossense, o empresário Marcelo Stachin, morador de Sinop (a 500 km de Cuiabá). Ele é um dos alvos da operação que apura ameaças e ofensas feitas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e fake news.

Informações dão conta que a PF esteve na residência do empresário em cumprimento de mandado de busca e apreensão, onde os agentes apreenderam celular e notebook.

Marcelo é coordenador do movimento denominado “Canhota Não” e, é defensor ferrenho do Jair Bolsonaro (sem partido), mantém uma página no Facebook com 9.477 seguidores e se dedica a coletar assinaturas para legalizar o partido Aliança para o Brasil.

Liderou manifestações contra o isolamento social em Sinop e nega a gravidade do novo Coronavírus (Covid-19). Stachin realizou uma live nesta manhã anunciando que estava em Pontal Do Marape, Nova Mutum (a 240km de Cuiabá) e seguiria rumo a Brasília. Lá, participaria de manifestação a favor do presidente da república.

Acampamento dos 300

O empresário esteve em Brasília, no chamado Acampamento dos 300, em apoio ao presidente e em defesa de pautas antidemocráticas e inconstitucionais como fechamento do Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e reedição do AI-5.

No vídeo publicado no Facebook, Marcelo aparece ao lado do também ativista bolsonarista Paulo Felipe. O  tal Comandante Paulo afirma ter um comboio organizado com 300 caminhões, com militares da reserva e civis, homens, mulheres e talvez até crianças para “dar cabo à patifaria estabelecida no país há 35 anos”. Depois, chamou o STF de “casa maldita” e disse que o Supremo é formado por 11 “gangsters” que estão “destruindo” o país em conjunto com o Foro de São Paulo e com “narcotráfico internacional”.

Publicado por Paulo Felipe em Terça-feira, 5 de maio de 2020

Operação

A Polícia Federal cumpre 29 mandados de busca e apreensão, na manhã desta quarta-feira (27), referentes à investigação sobre notícias falsas conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apura ameaças a ministros. As ordens judiciais estão sendo cumpridas no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina.

A PF também realiza nesta quarta outras três operações: a Lazarus, no RJ, que apura fraudes na Previdência Social; a Camilo, no RS, SC, SP e RJ, que investiga desvios de recursos públicos da saúde em torno de R$ 15 milhões; e a Cara Dura, no TO, RJ e PA, que visa desarticular um grupo criminoso envolvido em dezenas de furtos cometidos contra várias instituições financeiras em diversos estados.

O inquérito, que corre em sigilo, foi aberto no dia 14 de março de 2019 pelo presidente do STF, Dias Toffoli, com a intenção de investigar a existência de uma rede de produção e propagação de fake news.

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