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FOGO CONTRA FOGO

Gilberto diz que sua paciência esgotou e entrou com a ação contra a prefeitura: Vamos fiscalizar sim, queira ou não queira

O secretário Estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, assumiu a ação judicial movida contra a Prefeitura de Cuiabá na manhã desta sexta-feira (29), e disse que sua paciência esgotou. “Nós vamos cumprir a nossa obrigação e vamos fiscalizar sim, queira ou não queira, mesmo que precise, para isso, uma decisão judicial”, disparou.

O Governo de Mato Grosso ingressou na última quarta-feira (27), com uma ação judicial contra a Prefeitura de Cuiabá, para garantir a fiscalização nos hospitais do município que possuam leitos de UTI voltados aos pacientes com coronavírus.

A ação, com pedido de liminar e multa diária de R$ 50 mil por descumprimento, foi protocolada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) após a Prefeitura impedir a equipe de supervisão hospitalar de auditar as unidades, especificamente no Hospital Municipal de Cuiabá, no Hospital São Benedito e no Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá.

Leia Mais: MT processa Prefeitura de Cuiabá por impedir fiscalização dos leitos para Covid-19

No processo, o Governo relatou que existe uma portaria do Ministério da Saúde autorizando a habilitação de leitos exclusivos para a covid-19, desde que a solicitação seja conjunta entre município e estado. 
“Nós viemos apenas por uma decisão, que é hoje nacional de controle e avaliação, checar se esses eleitos estão realmente disponíveis. E quando a gente vai para essa visita técnica, em alguns casos a gente não encontra esse eleito”, disse o secretário.

Gilberto ainda levantou uma questão que, segundo o mesmo, algumas Prefeituras colocaram em seu plano de contingência uma quantidade de leitos hospitalares no oportunismo de receber recurso, como se já existisse e tivesse, já a disposição. Receberam os recursos e quando os órgãos de controle vão fazer a supervisão, os agentes não encontram esses leitos.

“É por isso que o Governo do Estado entrou na justiça para conseguir cumprir a sua função. Por que eu não posso passar por mentiroso no Ministério da Saúde, mandar uma informação sem ter checado antes. E nós, para fazer supervisão nos leitos em Cuiabá, fomos impedidos reiteradamente, por mais de uma vez, até o dia que a paciência esgotou e aí eu pedi ajuda dá justiça”, explicou Gilberto.

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  • 29 de maio de 2020 às 16:27:50
  • 29 de maio de 2020 às 14:55:51