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PRODUÇÃO

Produtores de aves e suínos focam investimentos no Centro-Oeste

O embargo da China a quatro frigoríficos do Rio Grande do Sul, sendo dois de aves e dois de suínos, deve acelerar o processo de investimento em novas plantas no Centro-Oeste.

A afirmação é do presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. Segundo ele, a decisão do governo chinês prejudica a imagem do estado.

A migração já é uma realidade por conta a baixa oferta de grãos no Sul para a alimentação animal.

“Rio Grande do Sul e Santa Catarina não podem mais crescer na produção de insumos, por isso o Centro-Oeste é o novo foco dos investimentos do nosso setor”, declara Turra.

Atualmente, o Rio Grande do Sul tem um déficit de 2 milhões de toneladas de milho e Santa Catarina, quase 4 milhões de toneladas.

A oferta de milho é, aliás, outra preocupação do setor de proteína animal. Dados da ABPA mostram que os estoques do grão estão 37% menores se comparados à temporada passada, sendo a pior oferta desde 2016, quando houve a grande crise de escassez de milho no Brasil.

No campo da produção, apesar dos problemas enfrentados pelos frigoríficos com a pandemia do novo coronavírus, os números são positivos.

O volume de carne de frango deve fechar o ano com alta de 4%, totalizando 13,8 milhões de toneladas. Já a produção de carne suína deve ter um incremento de 6,5% comparado a 2019, com 4,2 milhões de toneladas.

Destaque para a produção de ovos, alta de 7%, somando 53 bilhões de unidades, puxada principalmente pelo consumo interno, que cresce 8,5%. “São 2.000 ovos produzidos por segundo no Brasil”, calcula.

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