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DISPUTA ELEITORAL

Emanuel pede cassação da chapa de Abilio e Wellaton por “adesivaço”

Reprodução

A coligação do prefeito e candidato a reeleição, Emanuel Pinheiro (MDB), entrou com nova representação ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), onde pede a cassação do registro de candidatura da chapa do vereador e candidato a prefeito de Cuiabá, Abílio Jr (Podemos) e Felipe Wellaton (Cidadania).

Os candidatos realizaram um “adesivaço” em prol de sua campanha no último domingo (4), e deverá responder, mais uma vez, por conduta vedada durante o período eleitoral. Ocorre que o adesivaço foi realizado em frente à Câmara de Cuiabá, um órgão público, o que é proibido pela legislação.

“No dia 04 de outubro de 2020 o Representado Candidato à prefeitura de Cuiabá, Sr. Abílio Brunini, promoveu e realizou um ato de campanha “Adesivaço” na Câmara Municipal de Cuiabá (endereço), no horário das 9h às 12h, onde além da realização de pedido de votos foram adesivados carros, em claros atos de campanha, conforme provas juntadas (fotografias e vídeo)”, denuncia a coligação “A mudança merece continuar”, representada por Francisco Faiad e outros seis advogados.

A coligação, inclusive, apresenta um vídeo e sua transcrição dos candidatos em frente à Câmara. “Se você quiser adesivar vem aqui pra câmara municipal, em frente a câmara aqui oh, centro geodésico da américa do sul, traz seu carro vamo adesivar. E oh, se quiser trazer moto também a gente tem adesivo de moto, tem adesivo de bicicleta, tem adesivo de tudo que você quiser aqui tem, vem pra cá, adesivo até de camisa a gente tem também, vem pra cá por seu adesivo. Valeu pessoal”, convoca Abílio Jr, em vídeo que ainda está disponível nas redes sociais.

A chapa de Pinheiro aponta desequilíbrio na corrida eleitoral e pede: a inelegibilidade de Abílio Jr e Felipe Wellaton; aplicação de multa, entre cinco a cem mil UFIR; se o julgamento se der após as eleições e os candidatos não forem eleitos, declarar-se a inelegibilidade dos Representados; e, caso o julgamento venha a ocorrer após as eleições com hipotética vitória dos candidatos da chapa, que sejam os autos da investigação judicial eleitoral remetidos ao Ministério Público Eleitoral para instruir recurso contra a diplomação dos candidatos, ou a ação de impugnação de mandato eletivo.

“A presente ação visa a cassação da candidatura e aplicação de multa ante a prática de ilegalidade que interfere ilicitamente no desenvolvimento do processo eleitoral, a prática retira a normalidade das eleições e somente esta justiça pode impedir a sua continuidade. Quando os Representados promovem ato de campanha em plena Câmara Municipal, conforme já dito, estão nitidamente prejudicando o equilíbrio entre os concorrentes”, conclui a coligação.

O outro lado

NOTA À IMPRENSA

Mais uma vez o medo do forte crescimento da campanha de Abilio para prefeito, o atual chefe do Executivo Emanuel Pinheiro segue fazendo uso Poder Judiciário para criar factóides jornalísticos em prejuízo da candidatura de Abilio e às pessoas que querem Cuiabá nas mãos de outro gestor.

Emanuel também demonstra, com sua equipe, a insistência em desconstruir o trabalho do candidato Abilio, o quanto é desconhecedor da lei, mesmo sendo advogado, conhecedor do Direito.

Pois, conforme o art.73, inciso I, da lei n° 9.504/97 “são consideradas exceções à proibição o uso de praças, avenidas e ruas” à proibição de cessão e uso de bens da administração pública.

Além disso, a ação promovida por Abilio foi realizada em um sábado, na rua Barão de Melgaço e na Praça Pascoal Moreira Cabral, localizada em frente à Câmara de Cuiabá, não no órgão público, como tenta considerar Emanuel.

“A gente ri dessa situação, porque é tanto absurdo que a gente vê essa turma cometer. Agora mais essa só monstra o quanto nossa candidatura causa medo neles. Medo, porque eles sabem que a mamata vai acabar”, disse Abilio.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 6 de outubro de 2020 às 17:14:38
  • 6 de outubro de 2020 às 17:05:28