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TRÁFICO INTERNACIONAL

Operação com mandados em MT tem confronto e 2 mortes em aeroporto

Eduardo Rodrigues/EPTV

Duas pessoas morreram em confronto com a Polícia Federal na manhã desta terça-feira (6) durante uma operação contra tráfico internacional de drogas por meio do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), informou a corporação. A PF não disse onde as mortes ocorreram.

Ao todo, são cumpridos 44 mandados de busca e apreensão e 35 de prisão temporária nos estados de São Paulo, Mato Grosso, Amazonas e Rio Grande do Norte. Entre as pessoas presas, estão um policial militar e um policial civil.

A operação, que recebeu o nome de Overload, conta com o apoio das polícias Civil, Militar, Rodoviária, Receita Federal, além da corregedoria da PM.

O aeroporto é o maior terminal de cargas do Brasil. A concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, que administra a estrutura, informou ao G1 que colaborou com as investigações.

De acordo com a investigação, a organização criminosa é composta por brasileiros, que eram os responsáveis pelo fornecimento de cocaína que seria exportada para a Europa.

Além disso, o grupo aliciava funcionários do aeroporto para que interferissem a favor da quadrilha nas atividades de logística do terminal.

As investigações começaram em fevereiro, com a apreensão, na área restrita de segurança do terminal, de 58 quilos de cocaína antes do embarque.

Depois do flagrante, a Polícia Federal mapeou a rede criminosa, identificando as respectivas lideranças, as pessoas com quem se relacionaram e o processo empregado na exportação de grande quantidades de cocaína, a partir do aeroporto, com destino ao continente europeu. A quadrilha também operava para ocultar o lucro obtido com a prática criminosa.

Ainda segundo a investigação, entre os funcionários e ex-funcionários terceirizados do aeroporto que atuam com a quadrilha estão vigilantes, operadores de tratores, coordenadores de tráfego, motoristas de viaturas, auxiliares de rampa, operadores de equipamentos e funcionários de empresas fornecedoras de refeições a tripulantes e passageiros, que eram os responsáveis pelo esquema de embarque das drogas nas aeronaves com destino ao exterior.

Forma de atuação

A Polícia Federal informou que o grupo tinha uma atuação “complexa e sofisticada, formada por três pilares:

  • Grupo de operadores externos: pessoas que não pertencem ao quadro de funcionários do aeroporto e eram os responsáveis pelas tratativas com investidores e traficantes estrangeiros, assim como pelo aliciamento de empregados aeroportuários;
  • Grupo de operadores internos: empregados aeroportuários aliciados que exercem suas atividades na área restrita de segurança, especialmente em funções que envolvam carga e descarga de aeronaves e suas movimentações;
  • Grupo de operadores estrangeiros: traficantes em solo europeu responsáveis pela retirada da cocaína exportada a partir do Aeroporto Internacional de Viracopos.

Vista aérea do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas — Foto: Ricardo Lima/Divulgação

 

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 6 de outubro de 2020 às 12:41:45