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PEDRO TAQUES

Taques diz ser contra recriação da CPMF e alerta para alta carga tributária do Brasil

Diante das discussões sobre a possibilidade de criação do Imposto Digital, considerado como a recriação da CPMF, o candidato ao Senado Pedro Taques (Solidariedade) firmou posição contrária à instituição de um novo imposto para os brasileiros.

Segundo ele, o único imposto a ser regulamentado é a taxação sobre grandes fortunas, já prevista na Constituição Federal, mas que nunca foi colocado em prática pelos governos.

Segundo Taques, o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) serviria para continuar com o pagamento de um programa de renda mínima, substituto do Auxílio Emergencial pago pelo governo federal por conta da pandemia da covid-19, que varia de R$ 300 a R$ 1.200,00. Conforme o candidato, a taxação também poderá fazer a desoneração da folha das micro e pequenas empresas para que elas possam gerar mais empregos.

“Sou contra a recriação da CPMF. O brasileiro não aguenta mais pagar impostos. Sou favorável apenas à regulamentação do Imposto sobre Grandes Fortunas para a continuidade do pagamento do Auxílio Emergencial por mais um período”, destacou em entrevista à Rádio Difusora de Nortelândia, na manhã desta sexta-feira (9).

Na entrevista, Taques disse que países desenvolvidos já discutem a taxação sobre grandes fortunas para diminuir a desigualdade. “Estamos vendo essa discussão nos Estados Unidos, em Portugal e na Alemanha. Até o Bill Gates já defende que o aumento dos impostos para os mais ricos é a solução para diminuir a desigualdade social”, pontuou.

“É importante dizer que o imposto não incidirá sobre o pequeno, médio e o empresário que emprega 100 ou 200 pessoas, mas aos bilionários, a quem usa o dinheiro de forma especulativa. A população em geral que tem seu carro, sua casa ou sua microempresa não pagará esse imposto. Diferente da nova CPMF em que todo mundo paga, quem pagará os IGF são só os barões. Não à CPMF/Imposto Digital e sim ao Imposto sobre Grandes Fortunas”, finalizou.

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