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DIREITO DA CRIANÇA

Gisela quer implantar primeira creche 24h para mães que trabalham à noite

Bruno Oliveira

A candidata Gisela Simona, da coligação “Mãos limpas e unidas por Cuiabá”, vai implantar em sua gestão a primeira Creche 24 Horas, um modelo que disponibilizará horários diferenciados para atender a necessidade de mães que trabalham no período noturno. Além disso, o plano de governo da coligação prevê a construção de 11 novas creches do modelo tradicional até 2024. Existe um déficit de vagas para 11.571 crianças em Cuiabá, segundo dados de 2018 (33,79%).

Muitas mulheres que trabalham à noite e na madrugada acabam levando as crianças para os locais de trabalho, a exemplo das feirantes e diaristas. “Não podemos deixar que elas percam uma oportunidade de trabalho eventual por falta de onde ter que deixar seus filhos em segurança ou expô-la a situação insalubre e sem segurança nos postos de trabalho e o poder público tem que garantir essa proteção. Está no Estatuto da Criança e do Adolescente e assim o faremos”, afirma a candidata.

“Gisela faz questão de explicar que não se trata de um abrigo para ficar 24 horas com a criança. O que nós estamos propondo é que ela fique na creche apenas no período em que a mãe ou responsável trabalha, e nos demais períodos deve permanecer com a família, garantindo que tenha convívio social”, esclarece, observando que o modelo também atenderá outros profissionais como da enfermagem e policiais, que cumprem plantões noturnos.

De acordo com a proposta, uma equipe multidisciplinar fará minucioso estudo para analisar o horário que a mãe ou responsável trabalha com a devida comprovação, o horário da criança com a mãe a fim de garantir o convívio social, a devida comprovação de que a mãe desenvolve atividade no período noturno, ou seja, uma gestão de escutada, demandas e atendimento às necessidade.

O modelo de Creche 24 Horas vai envolver as Secretarias Municipais de Educação e de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, já que se trata de mais horas das crianças em creche.

Antes da implantação, será feito um mapeamento rigoroso das demandas para evitar que a família terceirize de vez o cuidado com as crianças, porque é direito das crianças a convivência comunitária.
Para a efetivação da proposta, haverá necessidade de investimentos em salas e equipes para propor atividades diversificadas.

“Vamos organizar turnos diferenciados de atendimento contemplando concurso público específico para atendimento desse horário diferenciado, mas tomando o cuidado para que a criança não passe mais que 8 horas na creche”, completa Gisela.

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