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NOMEAÇÃO DE CARGOS

Bolsonaro abre mão de prestar depoimento e pede para PF concluir inquérito sobre interferência

CNN

A defesa do presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele abre mão de prestar depoimento no inquérito sobre supostas interferências na Polícia Federal, em manifestação protocolada nesta quinta-feira. Na petição, a defesa pede que a PF conclua a investigação sem ouvi-lo e nega as acusações de que tentou interferir indevidamente na nomeação de cargos da PF para proteger amigos e familiares.

Ainda estava pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) a definição sobre se o presidente deveria prestar depoimento de forma presencial ou por escrito. Como o prazo do inquérito estava se esgotando e seria necessário prorrogá-lo mais uma vez, a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou a manifestação.

“O Peticionante vem, respeitosamente, à presença de V. Exa., declinar do meio de defesa que lhe foi oportunizado unicamente por meio presencial no referido despacho, aliás, como admitido pelo próprio despacho à respectiva p. 64, e roga pronto encaminhamento dos autos à Polícia Federal para elaboração de relatório final a ser submetido, ato contínuo, ainda dentro da prorrogação em curso, ao Ministério Público Federal”, diz a petição, assinada pelo advogado-geral da União José Levi do Amaral.

Ele afirma ainda que “a publicização do inteiro teor de gravação da reunião ministerial de 22 de abril de 2020 demonstrou completamente infundadas quaisquer das ilações que deram ensejo ao presente Inquérito, o mesmo valendo para todos os demais elementos probatórios coletados nos presentes autos”.

Caberá ao relator, ministro Alexandre de Moraes, proferir despacho sobre a petição da defesa de Bolsonaro. Caso ele seja liberado do depoimento, a PF poderá concluir o relatório final, que deve apontar se houve a prática de crimes na conduta de Bolsonaro. Depois disso, o relatório é enviado ao procurador-geral da República Augusto Aras, a quem decidirá se apresenta denúncia contra o presidente ou se arquiva a investigação.

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  • 26 de novembro de 2020 às 20:09:07