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CRÍTICA AO GOVERNO

“Postura de Bolsonaro contribuiu para situação caótica no Brasil”

REPRODUÇÃO

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga (PL), subiu o tom ao criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia do coronavírus. Para ele, o presidente contribuiu muito para a situação caótica do Brasil.

Em entrevista ao MidiaNews, Fraga afirmou que Bolsonaro perdeu muito tempo negando a gravidade do vírus, indo contra todas as medidas de biossegurança e, ao final, entrando em uma disputa política com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), por conta da vacina.

“Infelizmente, a postura do presidente Jair Bolsonaro contribuiu muito com essa situação caótica que o Brasil vive há alguns meses por conta da pandemia, principalmente quanto ao número de infectados e de óbitos”, disse.

Para Fraga, Bolsonaro não se preocupou em coordenar, a nível nacional, as ações de combate à Covid-19, o que ajudou na propagação do vírus e no crescente número de vítimas no país. Atualmente, mais de 200 mil pessoas já morreram em decorrência da doença.

“O negacionismo da doença lá no início, quando chamou de gripezinha, uma doença que já matou mais de 200 mil pessoas no Brasil… Ele não respeitou o isolamento social, promoveu aglomeração, fez tudo ao contrário do que um líder, um chefe de nação deveria fazer”, criticou.

Polêmica da Coronavac

O presidente da AMM afirmou, ainda, que se Bolsonaro tivesse tido uma postura diferente, instigando a população a cumprir as medidas de biossegurança e incentivando a produção de um imunizante, a distribuição das vacinas contra a Covid poderia ter ocorrido muito antes e em doses muito mais significativas.

“Desde o início quando se falou da produção da Coronavac pelo Instituto Butantan, o Governo Federal, principalmente o presidente Jair Bolsonaro e seus familiares, se manifestaram contra a vacina por se tratar de um labnoratório chinês”, disse.

“Quer dizer, além de ter criado a dificuldade para a produção da vacina, não trabalhou em outra vertente para adquirir vacina de outros laboratórios em tempo hábil e em maior quantidade”, completou.

Fraga exaltou o que chama de “ousadia” do Instituto Butantan e a postura do governador de São Paulo de incentivar a produção do imunizante e afirmou que apenas isso fez com que o país pudesse finalmente iniciar a imunização da população, ainda que tardia.

“O presidente terminou mordendo a própria língua, porque a campanha de vacinação do Governo Federal está sendo praticamente um fiasco e só tem [vacina] para fornecer agora porque são as doses do Butantan, da Coronavac”, salientou.

“Ficou nessa briga de que a vacina era chinesa, o vírus era chinês, com falas inconsequentes, e aí entrou nessa polêmica com o governador de São Paulo. E por menor que seja o número de doses, o fiozinho de esperança lá no fundo do poço foi exatamente a que ele condenou o tempo todo, que era a Coronavac”, avaliou.

Desorganização e reflexo na economia

Para o presidente da AMM, o Governo Federal tem demonstrado total desorganização em relação à pandemia, o que saltou aos olhos quando da tentativa de colocar o Plano Nacional de Vacinação em andamento e não conseguir os 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca, como previamente anunciado.

“Você vê como o Governo Federal está extremamente perdido, porque colocou um avião já na base para decolar e buscar a vacina [AstraCeneca] e não tinha a vacina disponível lá na Índia”, afirmou.

Fraga ressaltou que tal postura da União de não se organizar, aceitar e entender a pandemia tem refletido na instabilidade da economia brasileira.

“Se você tem um rebanho imunizado, os investidores passam a acreditar que o país vai votar a desenvolver, crescer, produzir e voltar à normalidade. Então, essa indecisão, essa desorganização [do Governo] faz com que a economia brasileira sofra um golpe ainda mais duro do que já vem sofrendo na pandemia”, criticou.

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