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AGRAVAMENTO DA COVID

Investidores estrangeiros removeram US$ 2,1 bilhões do país em março

Hugo Barreto/Metrópoles

Investidores estrangeiro removem US$ 2,1 bilhões do mercado de ações e títulos públicos no mês de março, de acordo com dados divulgados pelo Banco Centra (BC). Após nove resultados positivos, este foi o primeiro mês com saída desse tipo, coincidindo com o agravamento da crise causada pela pandemia da Covid-19.

A movimentação no mercado de ações e títulos é mais volúvel e varia, de acordo com as incertezas e influências do período, diferente do chamado Investimento Direto no País (IDP), de longo prazo.

Referente a movimentação de ações, a soma do resultado dos últimos 12 meses ainda é positiva, e segundo O Globo, registra entrada de US$ 23,3 bilhões no Brasil. Já o IDP de março acumulou o montante de US$ 6,9 bilhões, o resultado é somado com os US$ 9 bilhões que ingressaram em fevereiro e apontam para o início de uma recuperação dos investimentos estrangeiros no país.

Camila Abdelmalack, economista chefe da Veedlha Investimentos, disse que o primeiro trimestre deste ano foi permeado por muitas incertezas, como agravamento da crise por conta do Coronavírus, as discussões sobre o Orçamento de 2021 e um cenário político conturbado. Apesar disso, ela explica que a perspectiva é otimista para o resto do ano.

“A gente tem uma melhora no mercado acionário com essa resolução do Orçamento. Sabemos que a questão fiscal no Brasil vai permanecer, é uma incerteza constante, só que no curto prazo temos um fator a menos de volatilidade, tudo isso beneficia uma perspectiva para os próximos meses”, diz a economista.

Os resultados parciais apontam para uma pequena saída de investidores no mercado nacional de US$ 96 milhões. Até o dia 20 do mês em curso ingressaram US$ 1,1 bilhão de investimento em ações e fundos, mas saiu US$ 1,2 bilhão em títulos de dívida, de acordo com dados do BC.

Para o economista da Guide Investimentos, Homero Guizzo, o resultado de março tem ligação com o aumento da percepção de risco dos investidores estrangeiros sobre o país. “As inseguranças em relação ao destino da política fiscal eram muito maiores do que agora. Em março, o risco, por exemplo, de deterioração adicional das contas públicas no curto prazo e por consequência uma deterioração adicional da percepção de risco do mercado em relação ao Brasil era muito mais séria do que é hoje”, explica.

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