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OPERAÇÃO

Delegado diz que pilotos recebiam R$ 100 mil para transportar drogas

REPRODUÇÃO/ILUSTRAÇÃO

O delegado da Polícia Federal, Adair Gregório afirmou na manhã desta quinta-feira (6), que os pilotos contratados pelos traficantes que foram alvos da Operação Grão Branco, recebiam até R$ 100 mil por viajem para transportar cargas de drogas avaliadas em R$ 8 milhões realizando trajetos da Bolívia para Mato Grosso e de Mato Grosso para São Paulo.

“Eram pilotos convidados, que era oferecido um valor alto aos pilotos, em regra de R$ 100 mil ou mais por trajeto realizado. Eles recebiam R$ 100 mil em questão de horas, de 3 a 4 horas. Saíam por exemplo aqui do norte do Mato Grosso e iam para São Paulo ou então saíam da Bolívia e traziam para cidades da fronteira”, disse ele.

Segundo delegado, o valor movimentado pela quadrilha durante todo esse tempo era gigantesco, visto que cada carga transportada pelo avião estava avaliada em até R$ 8 milhões.

“As cargas que eles transportavam eram avaliadas em até R$ 8 milhões. Sendo assim, dá para quantificar que a movimentação de dinheiro foi muito grande”, disse ele.

Gregório ainda falou sobre a forma que os pilotos agiam para não serem localizados pelos radares. “Normalmente eram voos clandestinos, que não tinham plano de voo, não tinham nada. Então eles faziam voos baixos para não serem identificados. E sempre sem informar as autoridades, mas em alguns voos eles avisavam as autoridades dos aeroportos principais de São Paulo de que viriam para fronteira, para aeroportos do interior de Mato Grosso do Sul e até mesmo aqui do Mato Grosso. E a partir daqui a aeronave desaparecia e entrava na Bolívia, e depois essa aeronave aparecia em São Paulo”.

OPERAÇÃO

Foram cumpridos 110 mandados judiciais em todo o país, sendo que 38 são de prisão e 72 de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal de Cáceres/MT. Ainda foram expedidos outros 103 mandados para o sequestro de bens dos investigados. Todos os valores apreendidos ainda estão sendo apurados.

De acordo com a investigação, os criminosos utilizavam o transporte terrestre e aéreo para transportar a droga vinda da Bolívia para o Brasil, e realizar a distribuição utilizando esconderijos dentro de caminhões carregados de soja.

As investigações tiveram início em janeiro de 2019, quando a Polícia Federal e o Grupo Especial de Fronteira – Gefron de Mato Grosso, apreenderam 495 kg de cocaína no município de Nova Lacerda/MT.

No curso da operação, foram realizados mais de 10 flagrantes com apreensão de aproximadamente 04 toneladas de cocaína, aeronaves e veículos utilizados no transporte e a prisão de mais de 20 pessoas envolvidas com o crime

O líder da Organização Criminosa, já condenado por tráfico de drogas,  encontrava-se foragido da justiça brasileira e controlava toda a logística do transporte da droga a partir de uma mansão em um condomínio de luxo em Santa Cruz de La Sierra – Bolívia, desde a saída da droga daquele país por meio de aeronaves, até o recebimento dela em pistas clandestinas no Brasil, o carregamento em carretas e a entrega em grandes centros do Brasil.

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  • 7 de maio de 2021 às 12:02:56
  • 6 de maio de 2021 às 19:03:29