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LAUDOS TÉCNICOS

Samaniego cutuca Detoni e diz que fazer obra sem projeto é uma piada

DA REDAÇÃO/ GABRIEL RODRIGUES/ DO LOCAL - LEONARDO MAURO
redacao@matogrossomais.com.br

Reprodução

O Presidente do Comitê de Análise Técnica para Definição do Modal de Transporte Público da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá e secretário de Mobilidade Urbana do Município, Juares Samaniego, afirmou na manhã desta sexta-feira (14), que é uma piada um técnico realizar uma obra que ligará Cuiabá a Várzea Grande sem um projeto de engenharia.

“É difícil você discutir com o Governo do Estado, por que que já não deu certo o VLT  e demorou-se a concluir a obra? [porque]Foi feita num regime diferenciado de contratação, não tinha projeto executivo de engenharia, foi se fazendo projeto executando a obra. Hoje não tem projeto de engenharia. É uma piada um técnico, apesar que ele se fala engenheiro de trânsito, ele não é engenheiro, ele é arquiteto. Não tem conhecimento técnico de projeto executivo”, disse ele.

LEIA: Samaniego vê inconsistências e relatórios evasivos do BRT

Durante a fala, Samaniego se referia a Rafael Detoni, assessor de mobilidade urbana da Secretaria estadual de Logística e Infraestrutura (Sinfra), que apresentou os relatórios usados pelo Governo do Estado para optar pela troca de modal Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), durante audiência pública no último dia (7).

O secretário voltou a criticar o técnico, e classificou como uma piada, querer realizar uma obra no valor de R$ 800 milhões sem qualquer tipo de projeto: “Um técnico falar que não precisa de projeto, com investimento de R$ 800 milhões é uma piada. Eu como Presidente do Conselho de Engenharia e hoje como Secretário de Mobilidade Urbana, eu acho isso muito perigoso”.

VALORES

Samaniego defendeu a conclusão do VLT, visto que os vagões já estão pagos, sem qualquer custo a mais, contrário ao BRT, que será necessário a aquisição de ônibus: “E quando você se compara o modal, os vagões estão comprados, estão pagos. Se você fazer supressão de alguns implementos, como recapeamento de vias, mais duas trincheiras que tem que ser feitas, se você tirar, vai dar uma supressão no contrato do VLT de cento e poucos milhões. Você conclui o VLT com tudo hoje, por R$ 600 milhões. Isso é dado do próprio Governo do Estado que estava na documentação, por R$ 616 milhões, mais barato que a conclusão do BRT.

AUDIÊNCIA 

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Rafael Detoni é assessor de mobilidade urbana da Sinfra

Rafael Detoni afirmou no dia (7) de maio que  nunca defendeu o VLT, e que na época em que trabalhou na gestão Silval seu relatório contra o VLT não foi respeitado.

“Eu nunca defendi o VLT. Não existe nenhum documento meu como técnico dizendo que o VLT era mais viável. Não existe nenhum registro desse, no âmbito da Secopa inteira, em que eu valide ao ex-governador a decisão dele. Quem abandonou o BRT foi o ex-governador Silval Barbosa, inclusive ele narra detalhes disso na delação dele, que ele foi a Portugal, que ele contratou lá o estudo de viabilidade econômica, a viabilidade econômica quem deu pra ele não foi a Agecopa, não foram os técnicos da Secopa”, afirmou o engenheiro.

De acordo com Detoni, na época ele chegou a se manifestar afirmando que não havia elementos que sustentassem a viabilidade do VLT, mas o presidente da Agecopa na época enviou outra manifestação ao Ministério das Cidades. “Depois que a decisão do governador foi tomada, aí nós técnicos recebemos um ofício do presidente da Agecopa, determinando que a gente fizesse o anteprojeto para contratar o VLT”, explicou ele.

 

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  • 14 de maio de 2021 às 18:47:04
  • 14 de maio de 2021 às 14:24:33