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3ª ONDA

Todos as cidades de MT enfrentam risco alto para contaminação de Covid

DA REDAÇÃO / MATO GROSSO MAIS
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Istock/Anna Shalamova

O número de infectados com o vírus da Covid-19 volta a crescer alarmantemente, uma vez que de acordo com os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), 18 municípios enfrentam risco muito alto de contaminação, enquanto o montante de outros 123 municípios são classificados com alta contaminação. Ou seja, as 141 cidades que integram o estado de Mato Grosso correm elevado risco quanto a 3ª onda da doença.

Mato Grosso vem apresentado novo ritmo nos índices de contaminados pelo novo Coronavírus, a baixa registrada nos primórdios de maio já não é uma realidade, assim como informado pelo  Boletim Informativo n° 443 divulgado na tarde de terça-feira (25) pela Ses-MT, o qual apresenta que 18 cidades, estão com risco muito alto de infecção, sendo elas: Araguainha, Barra do Garças, Canarana, Cláudia, Confresa, Figueirópolis D’Oeste, Jangada, Juína, Lucas do Rio Verde, Marcelândia, Novo São Joaquim, Rondolândia, Santo Afonso, Santo Antônio do Leste, São José do Povo, São José do Xingu, Tangará da Serra e Torixoréu.

Enquanto os outros 123 municípios que compõem o estado, enfrentam risco alto, logo, todo o Mato Grosso evidencia caraterísticas preocupantes e que podem acarretar em um novo colapso na demanda das internações e na busca por Unidades de Terapia Intensiva (UTI) como ocorrido anteriormente. Nenhuma cidade registrou risco moderado para a doença.

O secretário, responsável pela pasta, Antenor Figueiredo, já havia se pronunciado diante do possível novo cenário que Mato Grosso enfrentaria com um novo surto da Covid-19 e confessou no dia 20-05 que a criação de novos leitos poderia não ser suficiente para a nova onda.

“Todos acompanham a dificuldade que é você intensificar a abertura de leitos de UTI. Um conjunto acaba demandando cerca de 60 profissionais. Por mais que nos esforçamos na abertura de novos leitos, isso pode ser insuficiente caso a onda seja muito grave. Na segunda onda, nós chegamos a ter 200 pacientes aguardando por leitos de UTI”, disse ele.

A Ses-MT divulgou juntamente com o novo boletim na última terça-feira, a eficiência do novo método de classificação dos municípios:

Novo método para classificação

O método para definir a classificação de risco dos municípios foi aprimorado. A mudança foi publicada no Diário Oficial do dia 25 de março de 2021. Desde então, não é levado em consideração apenas o número absoluto dos casos dos últimos quatorzes dias, mas sim a média móvel dos últimos quatorze dias.

Assim, o município não sofrerá uma mudança brusca de um boletim para o outro; a cidade ficará na mesma categoria por pelo menos duas semanas, conforme sua média móvel de casos.

Também foi aperfeiçoado o cálculo dos casos acumulados. Antes eram considerados os casos acumulados a partir do dia 1º de dezembro de 2020. Com a nova metodologia, a análise será realizada sempre com base nos casos acumulados dos últimos 90 dias.

Além disso, alertou para as novas medidas para conter a situação:

Confira as medidas de acordo com a classificação de risco

•          Nível de Risco ALTO

a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO e MODERADO;

b) proibição de qualquer atividade de lazer ou evento que cause aglomeração;

c) proibição de atendimento presencial em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos, devendo ser disponibilizado canais de atendimento ao público não presencial;

d) adoção de medidas preparatórias para a quarentena obrigatória, iniciando com incentivo à quarentena voluntária e outras medidas julgadas adequadas pela autoridade municipal para evitar a circulação e aglomeração de pessoas.

•          Nível de Risco MUITO ALTO

a) implementação e/ou manutenção de todas as medidas previstas para os Níveis de Risco BAIXO, MODERADO e ALTO;

b) quarentena coletiva obrigatória no território do Município, por períodos de 10 (dez) dias, prorrogáveis, mediante reavaliação da autoridade competente, podendo, inclusive, haver antecipação de feriados para referido período;

c) suspensão de aulas presenciais em creches, escolas e universidades;

d) controle do perímetro da área de contenção, por barreiras sanitárias, para triagem da entrada e saída de pessoas, ficando autorizada apenas a circulação de pessoas com o objetivo de acessar e exercer atividades essenciais;

e) manutenção do funcionamento apenas dos serviços públicos e atividades essenciais;

§1º Atingida determinada classificação de risco, as medidas de restrição correspondentes devem ser aplicadas por, no mínimo, 10 (dez) dias, ainda que, neste período, ocorra o rebaixamento da classificação do Município.

§2º Os municípios contíguos devem adotar as medidas restritivas idênticas, correspondentes às aplicáveis aquele que tiver classificação de risco mais grave.

§3º Os Municípios poderão adotar medidas mais restritivas do que as contidas neste Decreto, desde que justificadas em dados concretos locais que demonstrem a necessidade de maior rigor para o controle da disseminação do novo coronavírus.

Art. 6º O funcionamento de parques públicos estaduais seguirá as restrições estabelecidas pelos Municípios em que se encontrem e, na ausência de normas a este respeito, poderão ser utilizados, desde que observado o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas, ficando vedado o acesso sem o uso de máscara de proteção facial.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 26 de maio de 2021 às 18:07:48
  • 26 de maio de 2021 às 18:05:31