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USO DA MÁQUINA

Pinheiro: “Infelizmente a denúncia que eu fiz vem se comprovando”

Luiz Alves

“Infelizmente a denúncia que eu fiz vem se comprovando, infelizmente, e já estamos estudamos às medidas duras que serão tomadas”, disse o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), na manhã esta quarta-feira (08), sobre os depoimentos dos delegados da Polícia Judiciária Civil (PJC) Lindomar Tófoli e Anderson Veiga por um suposto uso da máquina pública para minar a gestão do Prefeito da Capital.

“Os meus advogados estão achando que minha ida lá, pode causar um tumultuo, e eu quero ir por causa disso mesmo. Então nós estamos avaliando e diferente do que foi divulgado pela impressa, eu ouvi os dois depoimentos na íntegra, especialmente do Anderson Veiga e Lindomar, está claro o uso da máquina para me perseguir”, falou o chefe do Executivo Municipal.

Pinheiro alegou que para não prejudicar mais a sua gestão em Cuiabá, ele vai tornar público os depoimentos, por orientação dos advogados, Emanuel disse que vai divulgar o inteiro teor desses dois depoimentos.

O caso

Pinheiro protocolou na presidência da AL e depois na Corregedoria da Polícia Judiciaria Civil documentos onde constam denúncias de suposto uso da máquina pública estatal.

O delegado Stringueta reafirmou que a suspeita de interferência política na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) para prejudicar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), “é bem concreta”.

“Eu disse [durante depoimento] que a possibilidade de ter havido interferência política nesse caso é bem concreta. Eu disse que a interferência política nos meios policiais existe, que o cargo do delegado-geral é do governador. Se o delegado-geral quiser continuar no cargo, ele tem que atender pedido do governador. São pedidos que são uma ordem”, declarou o delegado.

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O delegado Lindomar Aparecido Tóffoli revelou que existe sim uma pressão por parte do Governo do Estado em cima dos PJC mas, disse também, que não foi pressionado para direcionar investigações contra o prefeito de Cuiabá.

“Na outra vez que aconteceu isso comigo, que eu saí da delegacia, porque eu estava investigando políticos né, da Assembleia, Secretários de Estado, Procuradores do Estado e o delegado geral foi pressionado para que me tirasse de lá, e isso depois o Silval confessou, que ele estava sendo pressionado pelos deputados e ele chegou no Delegado-geral e falou, ‘se você não tirar ele de lá, eu vou tirar você e colocar outro que faça isso”, contou Lindomar.

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  • 8 de setembro de 2021 às 20:21:23
  • 8 de setembro de 2021 às 19:52:57