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SAÚDE

Neurologista alerta que má alimentação e sedentarismo aumenta o risco de Alzheimer

Da assessoria

Pequenos esquecimentos diários e dificuldades para resolver tarefas simples do cotidiano, essas são algumas das características do Alzheimer, uma doença que acomete mais de 1,2 milhão de pessoas no Brasil.

O neurologista José Alexandre Borges, do Hospital São Mateus, em Cuiabá, explica que o Alzheimer é a principal causa de demência entre pessoas com mais de 70 anos de idade, uma realidade preocupante, já que suas causas estão majoritariamente relacionadas com hábitos e estilo de vida.

“Existem dois fatores que podem levar ao Alzheimer, um deles é o histórico familiar, sobre o qual não existe prevenção. Contudo, não é regra se alguém da sua família teve ou tem a doença, que você terá também. Outro fator está relacionado aos hábitos, como sedentarismo, tabagismo, consumo exagerado de bebidas alcoólicas, alimentação e sono desregulados”, explica o médico.

Se o estilo de vida e hábitos nocivos à saúde são importantes fatores de risco que podem levar ao Alzheimer, o modo de prevenção é buscar o constante equilíbrio. José Alexandre Borges orienta que o caminho seguro é: controlar a hipertensão, o diabetes, o colesterol alto e fazer atividade física regular, evitar o alcoolismo e o tabagismo. “É fundamental manter uma alimentação saudável e balanceada, e cuidar também do sono”.

Sintomas

O neurologista reforça que o Alzheimer, geralmente, se manifesta a partir dos 70 anos de idade, sendo raros os casos da manifestação da doença em pessoas com 60 anos ou menos.

Dentre os sintomas mais comuns está o esquecimento para fatos recentes; o paciente fica mais repetitivo que o habitual; esquece de coisas do cotidiano como tomar o remédio, ou de lugares onde frequenta.

“Esse esquecimento vai progredindo a ponto que vai prejudicando sua vida diária. Neste momento precisa de terceiros para auxiliá-lo”, relata.

Quando o Alzheimer é diagnosticado, o tratamento é feito de forma multiprofissional. O médico especialista será indispensável para analisar e tratar os sintomas. “Existem medicamentos para tentar retardar a evolução da doença e melhorar alguns sintomas, como tratar da insônia e do humor comportamental”.

José Alexandre Borges aponta que é importante também que o paciente seja acompanhado por fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo e terapeuta ocupacional, que vão auxiliar na manutenção de funções da fala, motoras e cognitivas.

O Alzheimer não tem cura, contudo, o tratamento adequado possibilita uma terceira idade com relativa estabilidade e saúde.

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