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PEPINO BILIONÁRIO

Taques descarta R$ 1 a mais para concluir VLT e lamenta “rasgo” em Cuiabá

Gcom

O governador Pedro Taques (PSDB) declarou nesta terça-feira (22) que não vai autorizar nenhuma liberação de dinheiro para as obras do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) sem dispor de elementos técnicos que justifiquem a viabilidade do modal de transporte em Cuiabá e Várzea Grande.

“Eu não coloco R$ 1 real a mais no VLT sem que eu tenha conhecimento técnico do que ocorreu. Por isso, contratei uma consultoria e vou aguardar a conclusão dos estudos”, disse.

Taques ainda ressaltou que não está preocupado com as críticas que lhe são feitas em relação a não retomar as obras.

“ Não adianta pressionar porque aqui a pressão não tem razão de ser. Aliás, no passado, em razão dessa pressão mudaram de BRT para VLT e fizeram esse rasgo no meio de Cuiabá. Quando a consultoria sair eu vou ouvir a Câmara de Cuiabá, a Câmara Municipal de Várzea Grande e vamos decidir terminar ou não a obra”, explicou.

Na avaliação do governador, é inviável ao Estado oferecer mais suporte financeiro as obras do VLT diante das obrigações que são inerentes ao Executivo, sobretudo em áreas essenciais como a saúde pública.

“Com R$ 800 milhões de reais eu construo 10 Hospitais Regionais.  E Mato Grosso precisa de, no mínimo, mais 3 hospitais regionais.  A operação de um VLT exige conhecimento técnico. Alguém sabe de alguém que conduza um vagão do VLT? A linha verde do metrô de São Paulo ficou seis meses parada. As pessoas precisam ser treinadas e não há profissionais habilitados em Mato Grosso”, alertou.

As obras do VLT custam inicialmente R$ 1,477 bilhão e é resultado de um empréstimo contraído pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Embora esteja longe da conclusão, já foram gastos R$ 1 bilhão.

A maior parte deste investimento está relacionada a compra de 40 vagões do VLT que custaram R$ 400 milhões.

A respeito da funcionalidade dos vagões do VLT, Taques disse que já recebeu propostas inusitadas.

“Já sugeriram colocar uma lanchonete de baguncinha dentro de cada vagão de VLT. Não sou contra o VLT, mas prefiro aguardar os estudos técnicos”, disse.

Foto: Assessoria

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