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POLÊMICA DO RGA

Taques diz que não é hora de greve e tenta reduzir duodécimo dos Poderes

Governador Pedro Taques: próxima mudança deve ser na Seduc

O governador Pedro Taques (PSDB) disse, durante encontro com o Fórum Sindical, na manhã desta sexta-feira (6), que o grande desafio do Governo do Estado é pagar o salário dos quase 100 mil servidores públicos em dia.

Taques alegou que não há como o Estado conceder o Reajuste Geral Anual (RGA) de pouco mais de 11% para este ano.

Segundo o governador, caso o Governo adote o reajuste, o Estado não conseguirá pagar em dia o salário dos servidores.

O pagamento do RGA teria um impacto de R$ 628 milhões na folha salarial deste ano.

Mato Grosso já estourou o limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com salários.

Atualmente, 50,5% da receita do Estado é destinada ao pagamento de servidores, sendo que o limite máximo é de 49% da receita.

Ao fazer o anúncio aos servidores públicos, o governador Pedro Taques destacou que o momento é de união para o enfrentamento da crise.

A concessão do RGA neste mês, conforme frisou Taques, levaria a um caos nas contas públicas e teria impacto direto aos servidores com atraso no pagamento dos salários.

“Nós sabemos e temos consciência da crise econômica que abala o Brasil e Mato Grosso. Estamos diante do desafio de manter a folha de pagamento em dia, são R$ 610 milhões por mês. Se atrasarmos o salário, nós não teremos como segurar a quebradeira que isso acarretará”, pontuou.

O governador pediu compreensão e trabalho em conjunto para superar a crise financeira que atinge todo o país.

“Apesar de ser um direito constitucional, nós não estamos em momento de fazer greve. O momento é de somar forças e caminharmos para vencer este período”, comentou.

Taques recebeu do Fórum Sindical uma carta aberta com propostas ao Governo do Estado que poderiam ajudar a elevar a contribuição estadual.

O governador afirmou que muitas das medidas apresentadas, como a redução do duodécimo dos Poderes já estão em diálogo.

Na próxima semana, o chefe do Executivo Estadual deve reunir com os Poderes Legislativo, Judiciário e o Ministério Público para tratar da questão. Com Assessoria

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