MEA CULPA

Maggi defende Silval e culpa órgãos de fiscalização por fracasso da Copa em MT

O ex-governador de Mato Grosso, hoje ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), jogou para os órgãos de fiscalização do Estado parte da responsabilidade do fracasso das obras da Copa do Mundo de 2014.

Em uma entrevista ao site Midianews, Maggi  saiu em defesa do seu aliado e sucessor, Silval Barbosa.

“Todo mundo hoje aponta o dedo para o Silval. Mas todos estavam envolvidos nessa fiscalização. Eram 300 órgãos, todos estavam fiscalizando. E ninguém cobrou a tempo. Cobrar depois é muito mais fácil. É tranquilo”, disse.

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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), saiu em defesa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e afirmou que ele não é o único culpado no atraso das obras da Copa do Mundo, em Cuiabá e Várzea Grande.

No total, a atual gestão do governador Pedro Taques (PSDB) “herdou” 22 projetos inacabados da Copa do Mundo. Entre esses projetos está o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que custou pouco mais de R$ 1,4 bilhão.

“Todo mundo hoje aponta o dedo para o Silval. Mas todos estavam envolvidos nessa fiscalização. Eram 300 órgãos, todos estavam fiscalizando. E ninguém cobrou a tempo. Cobrar depois é muito mais fácil. É tranquilo”, disse.

“Mas todo mundo, o Tribunal de Contas da União, do Estado, nós lá do Senado, da comissão da Copa…Todo mundo fiscalizou, todos vinham aqui. Mas as coisas não deram certo e ficam apontado o dedo só para uma pessoa? É complicado. E não estou falando de corrupção, estou falando de cronogramas de obras. Eles estavam aí, para todos acompanhar. Isso é fato”, criticou.

Blairo disse lamentar o fato da várias obras não terem sido concluídas. Mas ressaltou que é preciso empenho da atual administração de modo a viabilizar seus términos.

Taques chegou a assinar um Termo de Ajustamento de Gestão (TAGs) com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e os consórcios de modo a garantir a finalização dos projetos ainda em 2016.

“Eu lamento como todo mundo, porque imaginava, hoje, dois anos depois da Copa, Cuiabá com todas as obras prontas, funcionando, melhorando a qualidade do tráfego. Não conseguimos terminar a tempo. Os motivos foram vários, mas agora tem que correr atrás. Tem que concluir todas essas obras”, disse o ministro.

VLT

Quanto ao modal de transporte, Blairo Maggi disse ter sido defensor, desde o início, do Bus Rapid Transit (BRT).

No entanto, após gastos mais de R$ 1 bilhão no VLT, o ministro defendeu o termino da obra.

“Acho que essa obra é igual gravidez, não pode voltar atrás. Não deveria. Minha opinião sempre foi contra o VLT, meu projeto não era esse. Mas do jeito que está, tem que concluir. Senão um todo, mas parte dele”, afirmou.

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