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DEPOIMENTO À JUSTIÇA

Nadaf abre ‘o bico’ e diz que ajudou a roubar MT com a liderança de Silval Barbosa

Divulgação

Pedro Nadaf foi secretário da Casa Civil no governo Silval Barbosa (PMDB). Foto: Divulgação

Preso há exatamente 11 meses em Cuiabá, o ex-secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia e da Casa Civil, Pedro Nadaf, resolveu abrir o ‘bico’ e entregar Silval Barbosa (PMDB) à Justiça como o principal líder de supostos esquemas de corrupção ocorridos dentro da gestão do peemedebista.

Nadaf presta depoimento na tarde desta segunda-feira (15) à juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Bastante abatido, Nadaf disse que cometeu vários erros e que espera repará-los a partir de agora.

“Eu fiz parte de uma organização criminosa que roubou os cofres públicos”, admitiu à juíza.

O ex-secretário também fez parte da equipe de Silval que ajudou a arrecadar dinheiro para a campanha eleitoral de 2010, ano em que o peemedebista foi eleito governador após ser vice de Blairo Maggi (PP).

Nadaf revelou que parte do dinheiro foi para o caixa 2 da campanha e que não teria sido declarado ao TRE/MT.

O ex-gestor afirmou que Silval era o líder do esquema investigado na Operação Sodoma, em que Nadaf também é réu e motivo pelo qual está preso desde 15 de setembro do ano passado.

“Ele se limitava a cuidar de grandes empresários, o Silval era uma pessoa muita fechada. Como a senhora pode ver, eu não faço parte de outros processo, como a Consignum. O Silval tinha a liderança de tudo na organização”.

Além de Nadaf, Silval Barbosa (PMDB), Marcel de Cursi  e também foram denunciados Francisco Andrade de Lima Filho, o Chico Lima,  procurador aposentado do Estado; Sílvio Cézar Corrêa Araújo, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa; e Karla Cecília de Oliveira Cintra, ex-secretária de Nadaf na Fecomércio.

Todos responderão pelas acusações de organização criminosa, concussão, extorsão e lavagem de dinheiro. O grupo é acusado de receber mais de R$ 2 milhões em propina.

Os fatos vieram à tona com a Operação Sodoma realizada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública.

De acordo com a denúncia, no período de 2011 a 2015, “de forma arbitrária e violando os princípios da Administração Pública e, em especial da Administração Tributária, a Organização foi responsável pela edição de inúmeras normas tributárias esdrúxulas, casuísticas e, a serviço de interesses escusos, cujas regras eram criadas no interesse do grupo criminoso, sempre na busca da obtenção de vantagem indevida”.

Conforme as investigações, há indícios de que o grupo também tenha atuado no financeiro do Executivo, realizando pagamentos indevidos ou exigindo vantagem indevida para saldar os compromissos regulares.

Há a especulação de que Nadaf deve ter feito acordo de delação premiada junto ao Ministério Público do Estado para tentar se livrar da cadeia e reduzir sua pena, caso seja condenado.

O ex-secretário revelou que todo esquema desbaratado pela Delegacia Fazendária é verdadeiro

“Tudo isso me levou a muitas reflexões e me trouxe muito arrependimento do que fiz, de que tudo que cometi contra o Estado de Mato Grosso”, disse.

Nadaf ainda chegou a pedir desculpas pelos crimes que teria cometido.

“Eu gostaria hoje de pedir desculpas a esse juízo, ao Ministério Público, aos mato-grossenses. Desculpas pelos atos que cometi contra o Estado de Mato Grosso”.

Segundo Nadaf, Sílvio Correa, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa e Marcel de Cursi participaram ativamente das fraudes. Com Midianews

 

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