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EFEITO SODOMA V

Após Operação da Defaz, Faiad pede exoneração da Câmara de Vereadores

O presidente da Câmara de Vereadores de Cuiabá, Justino Malheiros (PV), comunicou que o procurador da Casa de Leis Municipal, Francisco Faiad, pediu exoneração do cargo, que foi aceito.

Segundo Malheiros, a publicação do ato deve ser feita nesta quarta-feira (15).

Faiad, que já foi secretário de Administração da gestão Silval Barbosa (PMDB), presidente da OAB/MT e candidato a vice-governador na chapa com Lúdio Cabral (PT), foi alvo da quinta fase da Operação Sodoma realizado por agentes da Polícia Judiciária Civil, realizada nesta terça-feira (14).

Na chegada à sede da Delegacia Fazendária, Faiad disse ao Mato Grosso Mais que não tinha conhecimento do que se tratava a investigação no qual foi alvo.

A quinta fase da Sodoma investiga fraudes à licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, realizados pelos representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, em benefício da organização criminosa comandada pelo ex-governador, Silval da Cunha Barbosa, de acordo com as investigações da Delegacia Fazendária (Defaz).

A investigação cumpri cinco mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva e nove de busca e apreensão domiciliar, nos estados de Mato Grosso, Santa Catariana e Distrito Federal.

Os mandados de prisão foram cumpridos contra os investigados: Valdisio Juliano Viriato, Francisco Anis Faiad, Silval da Cunha Barbosa, Sílvio Cesar Corrêa Araújo, Jose Jesus Nunes Cordeiro.

Entre os conduzidos coercitiva para interrogatórios estão: Wilson Luiz Soares, Mario Balbino Lemes Junior, Rafael Yamada Torres, Marcel Souza de Cursi.

Os suspeitos são investigados em fraudes à licitação, corrupção, peculato e organização criminosa em contratos celebrados entre as empresas Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, nos anos de 2011 a 2014, com o Governo do Estado de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil apurou, as empresas foram utilizadas pela organização criminosa, investigada na operação Sodoma, para desvios de recursos públicos e recebimento de vantagens indevidas, utilizando-se de duas importantes secretarias, a antiga Secretaria de Administração (Sad) e a Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana  (Septu), antiga Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).

As duas empresas, juntas, receberam aproximadamente R$ 300 milhões, entre os anos 2011 a 2014, do Estado de Mato Grosso, em licitações fraudadas.

Com o dinheiro desviado efetuaram pagamento de propinas em benefício da organização criminosa no montante estimado em mais de R$ 7 milhões. Com informações da assessoria da Polícia Civil

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