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Governo Nota MT / Julho
Cuiabá, domingo, 21 de julho de 2019

ESTADO DE GREVE

Professores vão parar por 24h e podem decretar greve geral

MARCIO CAMILO

Reprodução

Os professores e trabalhadores da área administrativa da rede estadual de educação de Mato Grosso aprovaram “estado de greve” durante a assembleia geral da categoria que na tarde de segunda-feira (04), na Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá. A medida foi tomada por causa do pacote anticrise sancionado pelo Governo Mauro Mendes (DEM), que ‘congelou’ alguns direitos do funcionalismo público.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Valdeir Pereira, explicou que com o estado de greve, uma paralisação geral dos trabalhadores pode ser deflagrada a qualquer momento: “Estamos em alerta máximo”.

Segundo ele, a greve só não foi deflagrada ainda porque há um entendimento de que o movimento precisa envolver todos os servidores do Estado, assim como aconteceu em 2016, quando houve a greve geral do funcionalismo público pela falta de pagamento da Revisão Geral Anual (RGA).

Na assembleia, os professores também definiram uma paralisação com ato público programado para o próximo dia 12 de fevereiro. Outras categorias, como os servidores da Saúde, também já aprovaram em suas respectivas assembleias a adesão ao movimento.

Valdeir ressaltou que a greve será inevitável caso o Governo continue avançado “com a retirada de direitos” e caso se concretize o não pagamento da RGA de 2018, através do pacote de medidas fiscais para equilibrar as contas do Estado que apresenta um déficit de R$ 3,9 bilhões entre dívidas e restos a pagar.

O pacote em questão se trata de um conjunto de leis que propõem a concessão da RGA apenas com dinheiro em caixa; Reforma Administrativa com extinção de secretarias e três mil cargos comissionados; Lei de Responsabilidade Fiscal do Estado (LFR); e o aumento da alíquota de contribuição da Previdência Social dos servidores de Mato Grosso, o MT-PREV.

O professor enfatiza que a medidas austeras atacam frontalmente os direitos dos servidores públicos estaduais, além de não resolver efetivamente a crise financeira.

A assembleia do Sintep reuniu 700 trabalhadores que representaram 104, dos 141 municípios do Estado. 

A última grande greve dos professores aconteceu em 2016 e envolveu 90% das 748 unidades de ensino da rede estadual. O movimento durou dois meses e também reivindicava o pagamento da RGA daquele período.


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