IMPASSE NA EDUCAÇÃO

Professores ignoram decisão da Justiça e mantêm greve em Cuiabá

Os professores da rede pública de Cuiabá recusaram a proposta do Executivo e vão manter a greve por tempo indeterminado, mesmo depois de o movimento ter sido considerado ilegal pela Justiça. A decisão foi tomada ontem, em assembleia geral da categoria.

Helena Maria Bortolo, representante do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso em Cuiabá (Sintep-Cuiabá), disse que os professores não concordaram com alguns pontos do documento.

As propostas apresentadas na terça-feira ofertavam 2% de aumento real, sendo 1% a partir de novembro deste ano e outro 1% em julho de 2016. O sindicato almeja 3% de aumento real.

Já em outra proposta, o aumento seria de 2,3% em ganho real, a partir de janeiro de 2016.

“Foi decidido em manter a paralisação por tempo indeterminado, uma vez que os documentos apresentados com as propostas não foram satisfatórios à categoria”, disse.

Segundo a sindicalista, a greve continua e de acordo com o calendário; na próxima semana, uma manifestação está marcada para acontecer no centro da cidade.

Ontem, a categoria foi surpreendida pela decisão judicial decretando a ilegalidade do movimento. A decisão favorável ao município foi dada pela desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho.

A magistrada frisou que a ilegalidade está no fato de que o Sintep não cumpriu a legislação, comunicando ao município sobre decisão de greve em 72 horas. Em caso de descumprimento, uma multa diária de R$ 1 mil será aplicada.

Agora, os professores devem recorrer à decisão. Enquanto isso, a greve continua em 70% das unidades de ensino de Cuiabá, afetando cerca de 46 mil alunos.

A Prefeitura de Cuiabá informou que segue aberta ao diálogo e negociações. Uma nova negociação deve ocorrer dentro dos próximos dias.

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