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ELEIÇÕES 2016

“Será muito difícil estar no mesmo palanque que o PMDB”, diz Leitão

Divulgação

O presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado federal Nilson Leitão, praticamente descartou a possibilidade de o partido dividir o mesmo palanque que o PMDB nas eleições de 2016, em Cuiabá.

Comenta-se nos bastidores que a ida do senador Blairo Maggi (PR) para o PMDB aproximariam a sigla e o prefeito Mauro Mendes (PSB), que deve buscar a reeleição com o apoio do governador Pedro Taques (PSDB).

“Isso tudo é uma questão de conversar. Agora, provavelmente, será muito difícil o PSDB estar no mesmo espaço que o PMDB”, disse Leitão, em entrevista a jornalistas, durante evento no Palácio Paiaguás.

Segundo ele, a dificuldade de as duas siglas ocuparem o mesmo espaço deve-se, principalmente, ao fato de os tucanos estarem hoje no comando do Governo do Estado e, segundo ele, combatendo justamente as falhas deixadas pela gestão do peemedebista Silval Barbosa.

“O PMDB é o partido que a gente combateu no Governo do Estado, é o partido que deixou uma enorme dívida para o Estado. Então, não se trata de preconceito, mas sim de uma questão de lógica”, afirmou Leitão.

“Toda essa construção vai depender do que ocorrer daqui para frente, pois se a gente fizer uma avaliação do PMDB, daqui para trás, não há possibilidades de uma aliança”, completou.

Reorganização e candidatura

O deputado Nilson Leitão afirmou também que, por enquanto, o PSDB ainda trabalha sua reorganização interna.

Em agosto deste ano, o partido recebeu um grande número de novos filiados, impulsionados pela troca do governador Pedro Taques, que saiu do PDT para os quadros tucanos.

“Estamos, até o final de outubro, vivendo momentos de organização do partido. Só a partir daí é que vamos conversar com outras siglas. O PSDB está cuidando primeiro da reorganização da casa”, disse.

Ele afirmou ainda que o partido deverá analisar a possibilidade de lançar uma candidatura própria na Capital, o que não impede de a sigla tentar traçar alianças com vistas às próximas eleições.

“O partido não pode entrar em uma eleição sem ter, pelo menos, uma previsão de candidatura e nós temos uma previsão de candidatura. Isso nem tranca a porta para poder ter alianças com outros partidos, mas também não deixa a nossa sigla sem nenhum tipo de proteção para ter candidatura própria”, afirmou.

“A discussão de alianças ou ainda no sentido de apoiar o prefeito que está no mandato (Mauro Mendes) é uma conversa que irá ocorrer depois de uma organização interna. Vamos nos solidificar bastante internamente, para depois discutir com nossos parceiros”, concluiu.

Foto: Midianews

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