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INVESTIGAÇÕES

Mauro segue analisando o caso de Dal Bosco e responsabiliza MP 

Mayke Toscano/Secom-MT

Na manhã desta segunda-feira (26), o governador Mauro Mendes (DEM) mais uma vez se pronunciou sobre o escândalo de corrupção, envolvendo o líder do governo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) Dilmar Dal Bosco (DEM). De novo, Mendes disse que ainda analisa o caso, que aguarda o desenrolar das investigações e defendeu seu relacionamento com o parlamentar.

O líder do governo é investigado pela “Operação Rota Final” por conta de um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. Entretanto, o chefe do Executivo Estadual afirma ainda estar averiguando a situação, defendendo a boa relação que mantém com o colega de partido.

Por enquanto o Governo está analisando esses aspectos. Tenho dito e repito aqui, ele como parlamentar no nosso mandato tem agido de forma íntegra, correta, nunca pediu nada de errado, nós nunca oferecemos a ele nada de errado. A nossa relação é muito correta“, disse.

O governador ainda argumentou que o suposto ocorrido teria acontecido anteriormente a sua gestão, e que diante disso, não cabe a ele julgar, ou melhor condenar, Dal Bosco antes que se tenha a confirmação dos fatos.

Se houve algo do passado que está sendo objeto lá em tempos remotos, não na nossa administração, objeto de uma investigação do Ministério Público, ou de uma análise do Judiciário, ele vai ter que responder certamente por isso, como qualquer um tem que responder. Não podemos condená-lo antes da hora“, declarou Mendes.

Além disso, o democrata relembrou episódios de terror vivenciados por ele, como a investigação do Ministério Público de sua empresa em 2014, quando atuava como prefeito por Cuiabá e outra acusação de improbidade administrativa em 2016. De ambas, o gestor foi inocentado, justificando assim, que Dal Bosco pode ser inocente até que se prove o contrário.

Eu já tive o meu nome lançado pelo Ministério público por dúvidas e depois de algum tempo o próprio Ministério Público Federal reconheceu, a Polícia Federal reconheceu, o juiz reconheceu que aquela dúvida estava completamente equivocada“, lembrou o gestor.

Quando indagado se o próprio o deputado teria pedido para sair da liderança, de súbito, o governador respondeu “Não. Eu não estou sabendo disso não, tá, ok? Então é isso, isso vale pra ele, vale pra qualquer um, ele vai ter o direito lá de se defender“, disse.

Todavia, Mendes ponderou que se a investigação estivesse interligada à sua gestão no palácio Paiguás, a conduta a ser tomada seria outra, mas segundo ele o fato cabe a tempos passados.

Então, senhores, eu não vou condenar ninguém antes que essa condenação ocorra, isso vale para qualquer um. (…) Se algo estivesse acontecendo durante a nossa gestão, durante o nosso relacionamento aí há de se ter sim um comportamento diferente. Porém, isso se trata de tempos passados“, finalizou.

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  • 27 de julho de 2021 às 14:19:07
  • 27 de julho de 2021 às 14:12:34