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Cuiabá, terça, 26 de março de 2019

RONDONÓPOLIS

Casos com indícios de execução seguem sem respostas

Patrícia Cacheffo

Reprodução

Em um período de seis meses, ao menos três casos com sinais claros de execução deixaram os moradores de Rondonópolis assustados. Embora a cidade tenha índices preocupantes de homicídios, a grande maioria dos casos ocorridos na cidade geralmente apresenta como enredo o envolvimento das vítimas com o crime, especialmente o tráfico de drogas. Contudo, esses três casos em particular apresentam semelhança com pistolagem, mas não tiveram respostas por parte da polícia.

O mais recente desses casos foi a morte do pecuarista Nelson Gomes Bento, assassinado a tiros na noite do dia 14, no estacionamento de uma empresa de leilões, na saída para Cuiabá. Executado com tiros na cabeça, a vítima não teve tempo de reação e tudo indica que o assassino já estava no local o aguardando. Em agosto do ano passado, dois casos de execuções no mesmo mês também deixaram a população em alerta. No início do mês, o agropecuarista Egon Strobel, de 68 anos, foi assassinato no cruzamento da Rua Pedro Guimarães com a Avenida Cuiabá, no Centro, as primeiras horas da manhã do dia 1º. Conforme informado por testemunhas na época, ele foi abordado por um suspeito que pilotava uma motocicleta e efetuou os disparos. Foram três tiros contra o vidro do carro, sendo que dois atingiram a cabeça da vítima, que morreu no local.

Pouco tempo depois, no dia 16 daquele mês, o empresário Gerson Rezende Lopes, de 37 anos, foi morto a tiros no bairro Coopharondon. A vítima chegava para iniciar o trabalho na empresa em que era sócio-proprietário, quando foi surpreendido por dois suspeitos que estavam em uma motocicleta. O garupa efetuou os disparos em direção ao empresário, sendo que o mesmo foi alvejado com cinco tiros. As marcas dos disparos também ficaram visíveis no vidro do veículo. Gerson morreu ainda no local, antes da chegada da equipe médica.

Em comum, os casos apresentam o fato de que as três vítimas eram pessoas bastante conhecidas na cidade, pertences não foram levados (descartando a possibilidade de latrocínio) e ao que tudo indica as mortes foram planejadas. Além disso, está o fato de que até o momento nenhum tipo de resposta foi oferecida pela Polícia Judiciária Civil (PJC) com relação a elucidação desses crimes para a população e, caso desvendados, não foram tornados públicos, gerando críticas por parte da comunidade quanto à efetividade dos trabalhos de investigação na cidade.


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