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GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Paulo Taques é denunciado e ação levada para 7ª Vara Criminal

Divulgação

Paulo Taques foi denunciado nesta segunda-feira (15) pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo o MPE, o ex-secretário da Casa Civil foi denunciado acusados dos crimes de interceptação ilegal e denunciação caluniosa.

O Ministério Público do Estado, em investigações, aponta que Taques teria induzido delegadas da Polícia Judiciária Civil a erro e grampeado celulares da ex-amante e da secretária dele. O ex-chefe da Casa Civil é suspeito de ordenar grampos clandestinos operados pela Polícia Militar com objetivos não autorizados em lei.

A “Grampolândia Pantaneira”, como ficou conhecido o esquema de grampos ilegais, foi denunciada em maio de 2017. Mais  de 100 pessoas tiveram os celulares grampeados ilegalmente, como a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”. Paulo Taques chegou a ser preso em agosto de 2017.

De acordo com o MPE, Paulo Taques tinha uma amante entre 2009 a 2015., data em que assumiu o cargo de secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso. Antes, em 2014, Paulo Taques teria montado um ‘escritório’ de interceptações clandestinas durante a campanha eleitoral do primo.

A ex-amante foi interceptada pelo escritório clandestino em outubro de 2014. Tatiane perdeu o cargo de assistente de gabinete e então passou a cobrar de Paulo um novo cargo assim que Pedro Taques foi eleito. Ela ainda teria pedido pagamento da parcela de um carro e com frequência comparecia em eventos oficiais.

Ainda conforme a denúncia, Tatiane ficou amiga de Caroline Mariano, funcionária do escritório de advocacia de Paulo Taques e, em janeiro de 2015, passou a trabalhar como secretária dele.

“O acusado, preocupado com o término de seu relacionamento, já que Tatiane estava magoada e poderia atingi-lo expondo sua intimidade e, ainda, desconfiado que Caroline vazava informações de seu gabinete para jornalistas, cujas matérias prejudicavam a imagem do governo, resolveu, então, monitorar os três”, diz trecho da denúncia.

O então secretário, sabendo que a ex-amante tinha amizade com a filha de João Arcanjo Ribeiro, conhecido por comandar o jogo do bicho em Mato Grosso, inventou uma ‘história’ de que a amante e a amiga teriam informações para planejar um suposto atentado contra Pedro Taques.

Aproveitando do cargo que ocupava, ele comunicou a suposta história à Secretaria de Segurança Pública e ao então secretário da pasta, Mauro Zaque. O primo do governador alegava que Pedro Taques corria risco de morte.

Paulo ainda apresento uma lista com supostas conversas telefônicas interceptadas – fora do padrão costumeiramente utilizado pelos órgãos de investigação oficiais – denotando que duas mulheres tramariam algo contra si e o então governador.

Zaque, desconfiado, questionou sobre a origem do documento. Paulo Taques alegava que era de um órgão federal, escondendo o fato que o documento foi obtido no escritório clandestino.

Os nomes da ex-amante e da amiga foram inseridos em investigações e operações policiais. Zaque, sendo enganado, acionou outros membros das forças de segurança.

As informações foram passadas às delegadas Alessandra Saturnino e Alana Darlene Cardoso, à época representantes do setor de inteligência da Polícia Civil. A denúncia aponta que o primo do então governador induziu as delegadas a erro para investigar a suposta ameaça, já que repassou as conversas e informações envolvendo o crime organizado.

As conversas da ex-amante e da amiga foram ouvidas por 15 dias e nada de ilegal foi encontrado. As duas ainda foram alvos de operações e novamente nada ilícito foi achado pela polícia.

A denúncia, assinada por José Antônio Borges Pereira, Procurador-Geral de Justiça, foi encaminhada à 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Com informações do G1/MT.

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  • 16 de julho de 2019 às 10:17:15
  • 16 de julho de 2019 às 10:16:52